Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 15/08/2019

Conforme a Primeira Lei de Newton, a Lei da Inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em movimento até que uma força atue sobre ele e mude seu curso, observa-se que diante de mesma óptica, os entraves ocasionados pelo tabagismo são problemas que continuam a persistir em nossa sociedade. Diante disso, a perduração do vício em virtude do surgimento de novos modelos de cigarro e os danos causados ao bem-estar dos indivíduos, são agentes que agravam a situação atual.

Em primeiro plano, é preciso atentar para o fato de que o tabaco sempre esteve presente na história da humanidade, onde, no Brasil, por exemplo, esse produto passou de moeda de troca no tráfico de escravos durante o período colonial até se tornar algo popular no século XX, antes que pesquisas científicas começassem a provar que seu uso estava associado a vários tipo de câncer. Entretanto ,mesmo com o conhecimento a cerca de seus riscos serem bem sabidos nos tempos atuais, a comercialização  desta mercadoria continua alta, principalmente entre os jovens, que são atraídos pelos diversos tipos dos chamados cigarros eletrônicos e seus mais de 8 mil sabores diferentes. Visto que, segundo dados da Organização Mundial de Saúde, o uso desse produto entre pessoa de 15 à 20 anos dobrou entre 2008 e 2012.

Ademais, as consequência do vício em nicotina para saúde do fumante e de quem o cerca contribue para deixar a situação ainda mais fora de controle. Nesse contexto, a personagem Phoebe, do seriado americano Friends exemplifica bem a questão ao sofrer um infarto devido sua dependência em cigarro, causada por sua vida estressante. Deste modo, percebe-se como a arte imita a vida, pois, cerca de 25% das mortes geradas por insuficiência cardíaca estão relacionadas ao tabagismo.Tal agressão à saúde fere a máxima de Platão de que “O importante não é viver, mas viver bem” pois segundo ele, a qualidade de vida deve ter tamanha importância, de modo que ultrapasse a própria existência.

Portanto, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que alterem este cenário, tais como: o aumento dos impostos sobre cigarros, principalmente os eletrônicos, feitos por meio da aprovação de leis em andamento no Legislativo, pelos Deputados e Senadores, para que o alto custo desestimule o possível comprador de efetuar a transação. Além da divulgação de propagandas em todos os meios de comunicação, realizadas pelo Estado através se órgão oficial de publicidade (SECOM), que alerte a população sobre as mortes causadas pelo fumo, para gerar comoção e evitar a formação de novos fumantes. Assim será possível encontrar um meio que funcione como a força definida por Newton capaz de realizar a mudança no percurso dos problemas causados pelo tabagismo de sua permanência para seu fim.