Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 07/08/2019

A Constituição Federal do Brasil assegura em seu artigo 6 º o direito à saúde como fundamento essencial para a efetivação da cidadania e do bem-estar social. Entretanto, nota-se na contemporaneidade, que a prática do tabagismo ainda se encontra enraizada no comportamento da sociedade brasileira, o que ocasiona um grave problema de saúde pública e acarreta danos físicos irreversíveis aos envolvidos. Nesse sentido, embora parte da sociedade ignore os malefícios advindos dessa realidade, é necessário rever a situação e as consequências nocivas dessa problemática.

Em primeiro lugar, de acordo com o Diretor Técnico do Instituto de Câncer de Brasília, o tabagismo representa na sociedade uma toxicomania. Essa situação caracteriza-se, principalmente, devido à substância psicoativa  presente na planta do tabaco: a nicotina, elemento altamente viciante, uma vez que proporciona no indivíduo a sensação de bem-estar, bloqueando o estresse e agindo como tranquilizante. Como consequência, a dependência desse psicoativo reflete, negativamente, no sistema nervoso central, acarretando complicações na saúde e na vida dos fumantes.

Além disso, é importante destacar que 30% das mortes relacionadas aos diversos tipos de câncer, predomina a relação com o tabagismo. Dessa maneira, torna-se evidente que composição química do cigarro - alcatrão, monóxido de carbono, amônia - é responsável por afetar consideravelmente o bem-estar do usuário, na medida em que o indivíduo torna-se vulnerável em desenvolver, por exemplo  a doença pulmonar obstrutiva crônica, enfermidade incurável que impossibilita a oxigenação do sangue.

Nesse viés, é fundamental que a sociedade brasileira atente de forma crítica aos prejuízos provenientes do tabagismo. Assim, é necessário que o Estado, através do Ministério da Saúde, invista na efetivação do tratamento oferecido pelo SUS, ampliando a divulgação de campanhas nos meios de comunicação e impulsionando programas de cessação de hábitos tabágicos com terapias em grupos ou individuais. Essa iniciativa é importante porque reduziria a dependência química e evitaria os danos causados na saúde.