Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 06/08/2019
A indústria cultural, formada principalmente pelo cinema e pela mídia, construiu, sob grandes investimentos de empresários do ramo, uma imagem positiva e glamorosa em torno do cigarro. Dessa forma, seu uso irrestrito é responsável por diversos problemas de saúde e pela naturalização do abuso de drogas.
Em primeira instância, o tabagismo é a causa mais frequente do câncer de pulmão no mundo. Devido às milhares de substâncias adicionais e à liberação de radicais livres na combustão do cigarro, os tecidos respiratórios podem ser permanentemente danificados por segundos de prazer proporcionados pela nicotina. Uma vez que no Brasil tratamentos de saúde são oferecidos gratuitamente, combater o vício em cigarro é uma questão urgente de política pública.
Além disso, o fácil acesso do cigarro causa uma sensação de permissividade perigosa. Em consonância à Geração “Mal do Século” do Romantismo, as drogas apresentam-se como uma forma de fugir de uma realidade melancólica. Entretanto, com o passar do tempo o sistema nervoso se acostuma com os efeitos do tabaco, gerando crises de abstinência e desejo cada vez maior. Assim, diversos indivíduos recorrem ao abuso das drogas, lícitas ou não, em busca de algo mais forte na distorção do cotidiano insuperável.
Portanto, o tabagismo é um problema grave de saúde pública que precisa ser desconstruído culturalmente. Para isso, é necessário que o Ministério da Saúde desenvolva campanhas nas escolas a fim de envolver as famílias e os estudantes contra esse vício. Por intermédio de reuniões e palestras, é necessário alertar sobre os efeitos do cigarro e da influência da família ao fazer seu uso exposto às crianças e aos adolescentes. Ademais, é necessário disponibilizar, sobretudo, acompanhamento psicológico para fumantes que desejam parar ou para jovens que demonstrem essa tendência ao tentar evadir pelas drogas: um caminho romanticamente destrutivo.