Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 11/08/2019

“Nove décimos de nossa felicidade dependem de nossa saúde”. Essa célebre citação, proferida pelo filósofo Schopenhauer, faz alusão ao consumo desenfreado de fumo na atual conjuntura brasileira. Tal realidade transfigura um cenário caótico e transmuta a primitividade e reificação humana. Dessa forma, torna-se fulcral analisar a constante luta contra o vício e o tabagismo enquanto status social.

Sob esse viés, é indispensável pautar a obsessão no fumo durante a história social. Prova disso são as personagens “Patty” e “Selma”, do seriado “Os Simpsons”, as quais preconizam o tabaco como primazia cotidiana e simbolizam a subordinação destas à toxina, de maneira a condicionar o surgimento de doenças respiratórias, bem como a pneumonia e/ou câncer de pulmão. Assim, a conscientização individual faz-se necessária.

Ademais, a prática tabágica na contemporaneidade vigora um quadro de aceitação social. Prova disso é um episódio do seriado “Todo mundo odeia o Chris”, o qual preconiza a pressão ao consumo de fumo exercida  por membros de um grupo social em direção a Chris, personagem principal, de maneira a transpassar um requisito para integração do ser a círculos populacionais e caracterizar-se como meio alternativo de pertencimento coletivo. Sendo assim, a crença na cultura de fuga da menoridade de pensamentos faz-se crucial.

Infere-se, portanto, a permutação da perspectiva presente diante da exacerbada ingestão do tabaco. Assim, urge ao Estado, no tocante ao Ministério da Saúde, a criação de projetos sociais tanto em instituições acadêmicas quanto empresariais a fim de constituir uma sociedade saudável. Além disso, cabe à imprensa socialmente engajada, o estímulo à reflexão por intermédio da criação de novelas e desenhos que ressaltem os malefícios do tabagismo com o fito de transcrever uma população isenta das amarras da alienação. Dessa forma, ter-se-á um legado social que Schopenhauer se orgulharia.