Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 19/08/2019
Nas década de 1980, a utilização do cigarro era retratada de forma aberta na televisão, por meio de propagandas de incentivo ao uso, tal fato, culminou o produto como símbolo de riqueza e poder. No entanto, no século XXI, o cigarro não apresenta conotação positiva, mas negativa. Isso deve-se a associação do tabagismo, a problemas de saúde, econômicos e sociais. Sendo assim, cabe ao Estado a tomada de medidas prementes para minimizar os efeitos dessa problemática.
Ademais, na teoria “modernidade fluida” do sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, a sociedade contemporânea possui extrema liberdade individual, portanto, buscam drogas geradoras de prazeres imediatos. Prova disso, está utilização do tabaco, droga lícita e extremamente viciante, pois libera a produção de dopamina no cérebro, hormônio que provoca a sensação de prazer imediato, causando dependência química.
Outrossim, tal prazer pessoal efêmero no corpo humano, acarreta gastos significantes na saúde pública do país. De acordo, com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil, retira dos cofres públicos 14,7 bilhões anuais, que são direcionados à doenças causadas pelo tabagismo. Diante desse dado, o médico oncologista Dr. Dráuzio Varella, afirma, que o cigarro pode diminuir a expectativa de vida em até dez anos, além de falta de oxigênio, câncer, enfisema pulmonar e uma série de doenças relacionadas à dependência química e psicológica gerada pela abstinência da droga. Logo, os malefícios são inúmeros.
Consoantes aos desafios supracitados, fica evidente a necessidade, da intervenção do Poder Executivo, na elevação da carga tributária sobre o valor do cigarro, a fim de diminuir os prejuízos que o vício gera para a saúde pública. Paralelamente, o Ministério da Saúde deve realizar uma campanha nacional, informando a população sobre os graves riscos de saúde e gastos provocados pela droga. Com efeito, atinge-se minimizar os danos causados pelo tabagismo.