Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 06/08/2019
A cultura do tabagismo esteve presente em muitos filmes dos anos 20 aos anos 60 como símbolo de glamour e rebeldia , tornando-se o principal acessório de celebridades como James Dean e Audrey Hepburn. No entanto, mesmo após descobertas acerca dos malefícios do tabaco e o aumento de políticas antifumo, o tabagismo ainda é um problema no século atual, pois está diretamente ligado a consequências negativas na saúde da população e até mesmo na economia do país. Dessa forma, mudanças são necessárias a fim de melhorar esse cenário preocupante.
De início, vale ressaltar que o cigarro prejudica também os fumantes passivos. Segundo dados da Farmácia SESI, são cerca de 5 mil substâncias tóxicas encontradas na fumaça de um cigarro, o que aumenta para 30% as chances de um fumante passivo adquirir câncer de pulmão, e isso deve-se ao fato de que os fumantes consomem inúmeros cigarros ao longo do dia, em casa, afetando também a família, e em locais públicos que, mesmo sendo abertos, ainda possibilitam a inalação de qualquer indivíduo que esteja perto de um fumante ativo. Logo, nota-se que mesmo a população que leva uma vida longe do tabaco também sofre com as ações dos demais.
Ademais, é importante salientar que o tabagismo afeta a economia do país. De acordo com a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabaco reduz a produtividade econômica, e isso ocorre devido aos altos índices de aposentadoria por invalidez de fumantes que apresentam doenças advindas do próprio cigarro, além do aumento dos gastos da saúde pública, que poderiam ser investidos em outros tratamentos de prevenção de doenças futuras do tabagismo.Com isso, nota-se a necessidade de uma política que auxilie os fumantes antes deles apresentarem quadros sérios de saúde.
Portanto, medidas são indispensáveis a fim de diminuir os índices de tabagismo no Brasil atual. Conforme explicita o filósofo Platão, o importante não é viver, mas viver bem, logo, é preciso que o Ministério da Saúde, órgão responsável pela manutenção da saúde pública do país, aumente o preço dos cigarros e seus impostos e estabeleça uma política de prevenção à iniciativa de doenças provocadas pelo tabaco em hospitais públicos, utilizando grande parte dos lucros de impostos para tratamentos preventivos e auxílios psicológicos que proporcionem o controle do vício pelo cigarro, diminuindo as doenças e mortes de fumantes ativos e passivos. Com essas medidas, que não excluem outras, a cultura do tabagismo não representará um problema na sociedade brasileira.