Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 08/08/2019

“O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua própria saúde a qualquer outra vantagem”. A frase anterior, dita pelo filósofo Arthur Schopenhauer, se encaixa no contexto brasileiro atual, em que empresários das indústrias de tabaco, prejudicam a sua própria vida e das demais pessoas que consomem os produtos, objetivando apenas o lucro e enrouquecimento. Tais vantagens apenas são conquistadas pelo uso das propagandas mediáticas, bem como pela pressão social que os indivíduos sofrem buscando aceitação em um grupo qualquer.

Em primeira análise, vale ressaltar que até a década de 90, as indústrias investiam massivamente em propagandas de televisão. No filme “Obrigado por fumar”, de Jason Reitman, de forma semelhante a que ocorre no Brasil, é evidenciado como os líderes das empresas buscam garantir mais adeptos ao tabagismo, aumentando assim, a arrecadação que advém da droga. No entanto, tal estratégia, quando não proibida, vai contra a Carta Magna de 1988, no artigo que diz que é dever do Estado garantir a redução do risco de doenças, uma vez que o cigarro é o principal causador de mortes por cancer de pulmão do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Deste modo, influenciar a fumar é também cometer um crime contra a Constituição.

Além disso, a busca de aceitação social faz muitas pessoas tornarem-se fumantes. O “narguilé” (cachimbo de água, utilizado para fumar tabaco aromatizado conjuntamente), é um exemplo de “modismo” entre os jovens, cujo indivíduo não fumante, normalmente não é aceito no grupo onde todos os integrantes fumam. Desta maneira, verifica-se que a seguinte frase de Hobbes, “O homem é o lobo do homem”, se faz verdadeira, já que, neste cenário as pessoas acabam sendo prejudicas pelas demais.

Em suma, medidas para eu as pessoas não cometam mais o erro citado por Schopenhauer precisam ser tomadas. Sendo necessário, que as prefeituras municipais promovam palestras abertas ao público, com intuito de divulgar e alertar os malefícios do tabaco, por meio da contratação de profissionais da saúde voluntários. Tais palestras serão feitas nas escolas, buscando atingir principalmente os jovens, mas também toda a comunidade, para que cada vez menos as pessoas se tornem fumantes.