Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 06/08/2019
De acordo com o artigo sexto da Constituição Federal de 1988, a saúde é um direito de todos. Entretanto, esse princípio não é cumprido holisticamente, haja vista o crescente número de casos de doenças ocasionadas pelo tabagismo. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: Avaliar o papel da cultura na perpetuação desse ato e as consequências para a sociedade.
Segundo o sociólogo Pierre Bourdieu a sociedade possui padrões que são imposto, naturalizados e, posteriormente reproduzidos pelos indivíduos. De acordo com tal teoria a indústria Hollyoodiana, do século xx, é um arquétipo de como a mídia foi um importante meio de difusão da cultura tabagista. Um exemplo é o filme bonequinha de luxo, que retratava o ato de fumar de duas formas: representando poder e elegância aos homens e uma forma de sedução às mulheres. Nesse viés, a glamourização e o desconhecimento à respeito dos males do cigarro levaram a população a adotar esse hábito, que, no seculo xxi é visto como problema de saúde pública.
Ademais, de acordo com a OMS o tabagismo é a maior causa de mortes evitáveis no mundo. Isso porque os danos causados não se restringem ao fumante ativo. Câncer, enfisema, acidentes vasculares, são problemas que acometem tanto o fumante quanto aos que estão a sua volta. Dessa forma, de acordo com o pensamento do escritor Pablo Neruda, o individuo é livre para escolher escolher fumar, entretanto, será prisioneiro das suas consequências.
Destarte, faz-se necessário medidas afim de mitigar a cultura tabagista. Nessa perspectiva, a escola, como meio de formação de cidadãos críticos, pode, através de palestras elucidativas, discutir à respeito das doenças ocasionadas pelo fumo, dessa forma, a visão deturpada disseminada pela mídia será substituída pela visão real e prejudicial. Dessa forma, através da educação o governo conseguirá atingir seu objetivo de promover saúde a todos.