Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 06/08/2019
O tabagismo, reconhecido como uma doença crônica causada pela dependência à nicotina, é responsável, todos os anos, pela morte de 156 mil brasileiros, segundo levantamento do INCA (Instituto Nacional de Câncer). No entanto, apesar dos riscos advindos do uso constante de produtos à base de tabaco, essa enfermidade persiste e compromete o bem-estar físico da população, além de alterar a dinâmica ambiental do país. Nesse sentido, a sociedade civil deve comprometer-se na busca e difusão de padrões de vida mais saudáveis.
Em primeira instância, a produção indiscriminada de produtos constituídos por nicotina, como cachimbo, narguilé e charuto, altera o equilíbrio dos ecossistemas, promovendo, por vezes, transformações irreversíveis no meio ambiente. De acordo com informações veiculadas pelo site “Pensamento Verde”, para alimentar fornos e estufas de secagem, uma árvore inteira é queimada na obtenção de, aproximadamente, 15 maços de cigarro. Ademais, além de responder por uma parcela significativa do desmatamento mundial, o cultivo de tabaco exige a utilização de altos níveis de agrotóxicos, que contaminam o solo e o ar.
Outrossim, drogas psicoativas, como a nicotina, presentes na composição química de produtos à base de tabaco, provocam dependência física e comportamental, comprometendo a qualidade de vida de seus usuários. Fumantes ativos e passivos apresentam risco maior de desenvolver doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio, do aparelho respiratório, a exemplo da bronquite crônica e vários tipos de câncer. A atriz e cantora galesa Catherine Zeta-Jones, por exemplo, ex-adepta do cigarro eletrônico, afirmou que, com o tempo, as mudanças estéticas e funcionais no seu corpo, decorrentes do uso de e-cigs, tornaram-se evidentes.
É indispensável, portanto, propor medidas que objetivem reduzir as consequências do consumo descomedido de tabaco. O Ministério do Desenvolvimento Agrário deve impulsionar, a partir de estímulos financeiros, a diversificação das lavouras fumageiras, a fim de desestimular o vício do cigarro e reduzir as sequelas ambientais do tabagismo. Ademais, as Secretarias de Saúde dos municípios brasileiros, em parceria com as escolas e centros de ensino públicos, devem incentivar a promoção de palestras, regidas por médicos e ex-fumantes, que contem com a participação de responsáveis e alunos, de modo a disponibilizar informações acerca dos perigos de adotar hábitos tabágicos.