Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 05/08/2019
Nas primeiras décadas do século passado o ato de fumar tornou-se um fenômeno mundial. Professores fumavam em sala de aula, médicos em suas clínicas. Posteriormente, todavia, estudos começaram a revelar as consequências negativas desse hábito, e, paulatinamente, o consumo foi diminuindo. No entanto, ainda há um grande número de viciados hodiernamente, o que contribui para a diminuição da qualidade de vida da população. Isso se dá, sobretudo, pela falta de educação da sociedade, bem como pela ineficiência do Estado no combate ao tabagismo.
Primeiramente, vale ressaltar, que o habito de fumar é responsável pelo desenvolvimento de doenças cardíacas, pulmonares e cânceres, além de matar 7 milhões de pessoas por ano e custar, para o Estado, 21 bilhões de reais anualmente. Dentro desta perspectiva, no que concerne a persistência do tabagismo na sociedade em pleno século XXI, cabe mencionar que o pedagogo brasileiro Paulo Freire propunha uma educação com cunho reflexivo, que nesse contexto seria um dos melhores meios para combater a persistência desse perigoso hábito, já que o conhecimento, segundo ele, liberta.
Outrossim, em segundo plano, o filósofo contemporâneo Bauman, em sua obra “Modernidade Liquida”, menciona que há instituições que perdem suas funções, tornando-se “instituições zumbis”. Dentro desse prisma, no que concerne a persistência do tabagismo, é nítido que o Estado já interviu muito em outras épocas, porém nos dias de hoje pouco influencia – as leis e propagandas anti-fumo continuam praticamente as mesmas. Infere-se, portanto, que há a necessidade de o Estado intervir em diversas esferas maciçamente no anti-fumo.
Desse modo, é imprescindível que o Governo Federal crie uma unidade de auxilio, nas Unidades Básicas de Saúde, com psiquiatras especialistas na retirada do tabaco, visto que há remédios que contribuem significativamente na parada com o hábito de fumar. Além disso, é preciso que o Goveno aumente o imposto sobre o tabaco, de modo a aumentar o preço unitário, a fim de dificultar o acesso a ele.