Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 18/08/2019
O tabagismo é reconhecido como uma doença crônica caracterizada pela dependência física e psicológica do consumo de nicotina, substância presente no tabaco. Quando não há o controle dessa problemática no Brasil surgem falhas que afetam diretamente a sociedade em fatores como a saúde pública e produtividade econômica do país.
Embora se afirme que a venda do tabaco traz lucros altos para o Brasil, ao analisar os prós e os contras da venda e utilização do tabaco, é possível perceber que as despesas são maiores que os benefícios. Os problemas de saúde causados pelo tabagismo, custaram 21 milhões de reais em 2008 para os cofres públicos, sendo que o lucro da venda foi de apenas 6,1 bilhões, um prejuízo de 14,7 bilhões. Dessa forma, faz-se necessário o combate ao tabagismo para melhoria da produtividade econômica do país.
De acordo com o PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), o tabaco deixa mais de 781 mil brasileiros doentes todos os anos. Consequentemente, compromete-se a saúde pública do país, uma vez que não somente os fumantes são afetados pelo tabagismo, mas também os que convivem com esses usuários, os chamados fumantes passivos. Quando inalam o tabaco, sofrem os mesmos riscos de doenças, pois a fumaça não passa pelo sistema de filtro do cigarro, sendo assim mais tóxica.
Em virtude dos fatos mencionados, fica evidente que a utilização e venda do tabaco traz diversas consequências de médio e longo prazo para o Brasil. Portanto, é imprescindível que o Ministério da Saúde invista no combate ao tabagismo, criando programas que incentivem o não uso do tabaco e que também ajudem usuários a largarem esse vício. Desse modo, será possível reduzir os índices de doenças e mortes relacionadas ao tabaco, diminuindo assim os custos ao cofre público e aumentando a expectativa de vida. Somente assim a sociedade brasileira possuirá produtividade econômica e saúde pública favorável.