Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 14/08/2019
Com o advento da globalização, o meio industrial expandiu-se mundialmente. As indústrias responsáveis pela fabricação de cigarros, por sua vez, no Brasil, ganharam espaço no século 21 haja vista que ser fumante, hodiernamente, é visto como status social. Além disso, pode-se inferir que os mecanismos utilizados pela indústria com o objetivo de atrair clientes também são responsáveis pelo crescimento dessas indústrias. Dessa forma, torna-se importante analisar a problemática uma vez que seu efeito colateral atinge diretamente o ser humano e o meio em que vive.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que sob a perspectiva de Durkhein, toda ação individual é fruto de uma construção social. Dessa maneira, nota-se que o ato de fumar cresceu, na sociedade contemporânea, pois inúmeros jovens acreditam que essa prática é sinônimo de “status sociais”. Justifica-se tal afirmação, pois segundo a folha de São Paulo, mais de 50% dos jovens fumam devido à tal fenômeno. Isto posto, conclui-se que a visão social, principalmente por parte dos jovens, contribui significantemente ao aumento do consumo de tabaco no Brasil.
Ademais, outro fator responsável pelo crescimento do número de fumantes são os novos mecanismos utilizados pelas indústrias. Segundo o documentário “O Tabagismo no século 21”, as empresas responsáveis pela fabricação de cigarros têm inovado cada vez mais colocando novos sabores, cores e odores agradáveis. Dessarte, inúmeras pessoas vêm se motivando a consumir cada vez mais esses produtos gerando, assim, consequências lastimáveis ao organismo, como o câncer, e ao meio ambiente uma vez que a extração do tabaco é extremamente agressiva ao referido.
É evidente, portanto, que o aumento do número usuários de cigarro é fruto de uma construção social e do estímulo ao consumo. Assim, cabe ao Ministério da Educação juntamente ao meio midiático, divulgar reportagens, em horário nobre, mostrando as consequências do tabaco no organismo, trazendo relatos reais e profissionais especializados no assunto com o objetivo de alertar e diminuir o consumo do mesmo. Da mesma forma, ao poder Legislativo, a criação de leis que impeçam a fabricação de cigarros que sejam atrativos tanto no odor, quanto no sabor ao usuário a fim de não estimulá-los a consumir esses produtos. Talvez, dessa maneira, o ser humano possa cuidar de si e do meio em que vive.