Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 05/08/2019
Poeta. Compositor. Dramaturgo. Assim, era conhecido um dos maiores multiartista do Brasil, Vinícius de Moraes. Boêmio, era fumante inveterado e grande admirador de uísque, e tendo em vista sua grande apreciação por tais drogas lícitas, suas composições eram feitas, na maioria das vezes, com um cigarro na mão. Do mesmo modo, que Vinícius foi vítima de tal vício, muitas pessoas também sofrem com tal dependência, acarretando em diversas vezes em morte prematura e em doenças crônicas, justificadas pelo excesso do uso do cigarro. Desse modo, é essencial discutir quais os geradores e os impactos causados pelo uso desmoderado e prejudicial do tabaco na vida de milhares de brasileiros.
Analisa-se, de início, que os fatores primordiais para a manutenção de tal problemática residem na cultura enraizada da sociedade e na despreocupação familiar e governamental no controle do uso do cigarro. É notório, que pela herança cultural brasileira, muitas crianças e adolescentes iniciaram o uso do tabaco de forma descomedida e sem conhecimento dos riscos e problemas que tal uso poderia acarretar. Dentro desse viés, o fumo tornou-se algo normal até meados da década de 80 e 90, porém devido ao avanço da tecnologia e da medicina, os efeitos negativos dessa prática foram explícitos e a população começou o seu processo de conscientização. Prova disso é que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no período entre 1990 e 2015, a porcentagem de fumantes diários no país caiu de 29% entre homens e de 19% entre mulheres.
Pontua-se, ainda, que mesmo com a redução no número de pessoas fumantes, a taxa ainda continua alta. Isso acontece devido à pouca visibilidade e notoriedade que o governo dá a este tema, pois as políticas públicas direcionadas a esse problema são poucas, não havendo investimento financeiro e estrutural para essa causa. Desse modo, o sistema de saúde também é atingido, já que a maioria dos fumantes desenvolvem doenças como câncer, cegueira, diabetes, acarretando, assim, em uma superlotação e falta de materiais e leitos no sistema de saúde.
Compreende-se, portanto, que ações devem ser feitas em prol de uma sociedade livre de hábitos prejudiciais a saúde tanto individual como social. Assim, urge que o Ministério da Saúde proporcione amplo apoio e acolhimento a quem gostaria ou desejaria parar de fumar, disponibilizando pelo Sistema único de Saúde (SUS), psicólogos e tratamentos alternativos, usando os depoimentos de pessoas que já passaram por essa situação, causando, assim, impacto e gerando um choque de realidade para o indivíduo. Outro fator coadjuvante é que as escolas possibilite eventos e trabalhos realizados com esse tema, a partir de palestras com profissionais de saúde e divulgações sobre os problemas adquiridos pelo fumo, isso irá gerar o exercício da cidadania em crianças e jovens e um futuro mais saudável.