Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 10/08/2019
Com o aumento de técnicas medicinais que salvam diariamente um grande número de vidas, o ser humano passou a dar ainda menos prioridade para as questões de saúde, preferindo explorar os seus limites e viver na beira do abismo. Também, a prática do tabagismo no Brasil traz cada vez mais danos ao país, pois desencadeia o adoecimento populacional e eleva os gastos de um já deficitário e muitas vezes ineficiente sistema de saúde.
Em primeiro lugar, cabe destacar que o ato do tabagismo abre espaço para o acontecimento de outros vícios prejudiciais ao bem-estar social. Atualmente, as mulheres representam 20% dos fumantes do mundo, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde. Tais fatores contribuem para índices preocupantes, como a redução da taxa de fertilidade de 75% para 54% nas mulheres fumantes, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), e isso ocorre pois a quantidade de nicotina no ovário causa impedimentos no desenvolvimento embrionário levando à complicações na saúde do bebê e também da gestante, resultando em doenças crônicas e natimortalidade.
Não só, o desregulado crescimento do tabagismo na sociedade brasileira implica também no descontrole enfrentado pelo sistema de saúde pública, que não acompanhou o aumento exacerbado das taxas de fumantes, pois as políticas envolvidas no assunto não possuem um embasamento preparado para enfrentar e diminuir os impactos dessa problemática. Logo, não só a parcela populacional tabagista sofre com essa falta de estruturação, mas também a sociedade como um todo, que dispõe de 0,5% do PIB do país para tratar da situação provocada pelo fumo, dado também constatado por pesquisas do INCA.
Portanto, urge que a sociedade brasileira junto a órgãos como o Ministério da Saúde (MDS), o Sistema Único de Saúde (SUS) e ao setor privado — tais como redes de mídia (rádio, emissoras de TV e redes sociais) —, demonstrem o quão prejudicial é tal prática através de um programa padronizado com diretrizes estudadas pelo Ministério da Educação (MEC), visando limitar sua propagação social por meio da educação. Essas diretrizes devem buscar inferir gradualmente a destruição da cultura do tabaco desde o ensino básico e, consequentemente, ajudar o país a caminhar para preservar o direito de bem-estar do cidadão ao qual todo o indivíduo possui direito, como prevê a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948.