Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 22/07/2019
O desejo de controlar o fogo é um sentimento que vai bem além das sociedades primitivas. Sob essa perspectiva, intelectuais, como Sigmund Freud, associam a capacidade criativa ao uso do cigarro, o que o torna, além de um estimulante, um dimensionador estético. Nesse contexto, o ato de fumar se torna um imperativo categórico em filmes que abordam, por exemplo, o universo jovem em festas, em que o cigarro é transformado em um acessório de sociabilidade. Dessa maneira, é imprescindível a discussão acerca dos problemas e das preocupantes consequências do tabagismo no século XXI.
Sob primeira análise, historicamente, destaca-se que o fumo surge com as tribos indígenas e foi, por muito tempo, considerado pertencente às classes subalternas. Entretanto, a europeização e a industrialização do cigarro, o torna um meio de sociabilidade masculina, inclusive, o termo denominado “smoking”, refere-se à vestimenta utilizada pelos homens da alta sociedade para fumar e discutir política. Adelante, campanhas como a do “Movimento Hippie”, na década de 60, foram de extrema importância para difundir os prejuízos do tabagismo. Entretanto, em conclusão, décadas após o descobrimento dos malefícios de substâncias viciantes como a nicotina, e apesar dos inúmeros debates medicinais que contradizem Freud, a população mundial ignora os danos causados por essa droga.
Ainda sob essa perspectiva, é imprescindível destacar a notória falta de equilíbrio na lógica comercial do tabaco. Apesar de a venda do cigarro proporcionar benefícios arrecadatórios para a economia nacional, é necessário destacar que o Sistema Único de Saúde (SUS) dispõe de grandes gastos com os fumantes injuriados fisicamente e psicologicamente, estes acompanham o sucateamento dos hospitais públicos, o que não condiz com a grande arrecadação tributária. Tal fato, leva à conclusão de que as drogas lícitas como álcool e cigarro beneficiam unicamente as indústrias que as comercializam. Ademais, é necessário citar que o ato de fumar acarreta doenças respiratórias e cardíacas, polui o ar, promove o envelhecimento precoce e causa danos, inclusive, aos chamados “fumantes passivos”, pessoas que compartilham do mesmo ambiente poluído. Dessa forma, urge a compreensão do tabagismo como um problema de saúde pública que afeta a sociedade como um todo.
Portanto, é de extrema importância que a ideia do cigarro como um acessório de sociabilidade e estimulante criativo seja combatida. Em suma, é necessário que o Governo promova nas escolas palestras e campanhas antitabagistas, com a participação dos pais dos alunos, e, por meio de profissionais da saúde, explicite os prejuízos da droga, com o depoimento de voluntários que venceram o vício. Assim, poderá se prevenir a inserção dos jovens na adicção, incitar que os pais não propaguem a prática no âmbito familiar e procurem tratamento, com o fito de amenizar o ciclo de tal mazela.