Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 10/07/2019
Observa-se, na sociedade hodierna, que o tabagismo ainda é a causa diversos problemas no Brasil. Isso ocasiona, sobretudo, elevados problemas de saúde aos consumidores diretos e indiretos dos produtos, além de gerar altos gastos à gestão no combate e no tratamento anti-tabagismo. Desse modo, o Governo deve posicionar-se acerca da atual conjuntura e minimizar esses problemas por meio de intervenções sociais e sistêmicas.
Nessa perspectiva, o tabaco, produto medicinalmente utilizado pelos índios na Idade Média, e comercializado pelos europeus mediante a colonização da América, ainda hoje contribui para a grande movimentação econômica no Brasil e no mundo. Entretanto, amplamente utilizado na produção do cigarro, tal produto é o responsável pela morte de aproximadamente 7 milhões de pessoas anualmente, somando fumantes e não fumantes, de acordo com a OMS, fator preponderante para a disseminação de doenças como o câncer de pulmão, a pneumonia, o AVC e as doenças cardiovasculares, colocando em risco a vida de uma parcela populacional rendida ao vício. Dessa forma, uma alternativa plausível é o tratamento do combate ao fumo desde a infância nas escolas.
Ademais, de acordo com uma reportagem publicada pela Agência Brasil, o tabagismo custa cerca de R$56,9 bilhões de reais para o Governo anualmente, levando-se em conta os gastos médicos e a perca de produtividade de trabalhadores e mortes prematuras. Diante do exposto, o saldo negativo gerados ao estado e a sociedade, é um fator contribuinte para o desequilíbrio econômico do país, arrefecimento da pobreza e uma continua utilização do cigarro como válvula de escape para os problemas cotidianos. Dessa maneira, uma solução exequível é a ampliação das políticas anti-tabagismo.
Portanto, evidencia-se a necessidade da adoção de medidas que combatam veementemente o tabagismo. Sendo assim, o Ministério da Saúde(MS) e o Ministério da Educação(MEC) devem promover o incentivo à não utilização de cigarros e derivados, desde o ensino fundamental, em escolas públicas e privadas, por meio de palestras e cartilhas educativas, com o fito de proporcionar uma conscientização massiva aos jovens que futuramente irão formar uma sociedade consciente e capacitada. Ademais, o MS e a Receita Federal devem atuar, respectivamente, na diminuição expressiva das propagandas ligadas ao tabagismo, e o aumento de impostos sobre esses produtos, fazendo com que cada vez mais a população adote a política anti- tabagismo de não fumar em ambientes inadequados e buscar ajuda para o controle do vício, e seja incitada a não utilização de cigarros, de modo a promover um maior bem-estar social.