Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 09/07/2019
Cultura cosmopolita européia, a “Belle epoque” representou um período pacífico, entre a guerra franco-prussiana e a primeira guerra mundial, traduzido em grandes festas nobres, bebidas e tabagismo. Diante disso, apesar de ser visto com prestígio no século passado, o alto consumo de cigarro tornou-se uma problemática. Portanto, cabe analisar, a partir de uma perspectiva da complexidade de Edgar Morin, as relações históricas, embates e resultantes do ato de fumar no cenário pós-moderno.
Sob essa lógica, vale destacar que, se fizeram presente diferentes concepções sobre o consumo de cigarro no curso da história. Se por um lado, à luz da filosofia de Pierre Bordieu, o cigarro adquiriu um valor simbólico no século 20, representando certa hegemonização entre a elite de países desenvolvidos e emergentes. Por outro lado, a partir dos anos 2000, depois de um grande aumento de mortes pelo tabagismo, mais de 7 milhões por ano segundo a Organização Mundial da Saúde, o ato de fumar ganhou a verdadeira classificação de problemática.
Outrossim, com o passar das décadas, o tabagismo circundou de maneira exponencial a sociedade, deixando de ser um problema individual, transformando-se em problema de estado. Desse modo, de acordo com o SUS, aproximadamente 30% dos recursos anuais tem de ser exclusivos para pacientes que apresentam tabagismo, enquanto que, se o surto do tabaco fosse controlado, esse valor poderia ser investido em outras áreas. Além disso, infelizmente, o tráfico e o contrabando de cigarros ocorrem diariamente, diminuindo a confiabilidade acerca da qualidade do produto e controle do estado.
Em suma, o consumo do tabaco engloba uma problemática de meios social e econômico, logo, faz-se mister a ação em sinergia nas esferas da saúde, da segurança e governamental. Desta maneira, urge que o ministério da saúde promova campanhas públicas de conscientização populacional sobre o cigarro, a partir da disseminação de panfletos, postagens em redes sociais e palestras para grupos sociais que possuam maior possibilidade de adquirir o hábito de fumar. Ademais, fica a cargo da polícia fronteiriça aumentar o patrulhamento nas fronteiras consideradas com o maior volume de tráfico de cigarros, para que o produto contrabandeado chegue em menor número. Por fim, cabe ao estado prover, através de um valor fixo previsto no orçamento anual da união, o subsídio necessário para tais iniciativas.