Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 30/06/2019

Desde o século XV, o tabaco se fez presente na humanidade, principalmente entre a elite, que via no fumo uma forma de demonstrar poder. Contudo, atualmente o cigarro é procurando, em especial pelos mais jovens, como uma recreação, mas as consequências são negativas, como as doenças associadas e o consequente número de mortes, que fazem com que esse vício precise ser repensado.

A priori, são muitos os problemas de saúde causados pelo tabaco, nesse sentido, o doutor Dráuzio Varella cita o câncer pulmonar, os maiores riscos de AVC e a perda de memória como alguns deles. Isso acontece devido ao grande número de toxinas ligadas ao cigarro, como alcatrão, monóxido de carbono e nicotina, que estimula conexões neurais capazes de viciar o indivíduo usuário.

Nesse viés, devido as doenças associadas ao fumo, é natural que a morte venha a ser precoce. Assim, de acordo com o doutor Varella, mulheres fumantes costumam morrer dez anos antes que não fumantes, enquanto para os homens esse número sobe para doze anos. Diante disso, a ideia de status social, apresentada pelo tabaco, perde a razão, pois, não há qualquer luxo na ideia de morrer precocemente por um vício que o sujeito não foi capaz de controlar.

Desse modo, é incontestável a necessidade de interferência direta quanto ao crescente número de afetados pelo tabaco no século XXI. Logo, cabe ao Governo Federal, em conjunto com o Ministério da Educação, implementar a disciplina de educação consciente nas escolas, por meio de alterações na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a fim de evitar que as crianças se tornem futuros fumantes e para que essas possam relembrar seus familiares sobre o problema do vício. Além disso, a mídia, a família e a sociedade devem incentivar os grupos de fumantes anônimos, por meio de publicações e campanhas. Pois, como dito por Martin Luther King, “quem aceita o mal sem protestar, coopera com ele”.