Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 02/06/2019

A maligna fumaça

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Contudo, a despreocupação com os perigos do tabaco e o grande gasto governamental com o tratamento de doenças advindas do mesmo impedem que a população desfrute desse direito na prática. Nessa perspectiva cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Em primeiro plano, urge analisar a pouca preocupação com os riscos causados pelo cigarro. Nesse contexto, observa-se que diversas doenças são motivadas ou agravadas pelo consumo de tabaco e, até mesmo, os chamados fumantes passivos são afetados negativamente. De acordo com a OMS, fora a mortalidade, mais de 781 mil brasileiros ficam doentes por causa do tabaco todos os anos. Ademais, apesar dos usuários conhecerem alguns dos riscos e consequências, o número de fumantes não está regredindo.

Outrossim, deve-se alertar para os gastos alarmantes com saúde em razão de doenças advindas do tabagismo. Nesse sentido, cabe pensar sobre o investimento governamental para tratamento de doenças que poderiam ser evitadas. Segundo o site World Health Organization, o custo global, em saúde e perda de produtividade para os governos, é de 1,4 trilhões de dólares. Desse modo, ficam evidentes as consequências que o tabaco gera.

Portanto, medidas são necessárias a fim de mitigar os impactos causados pelo tabagismo. Diante disso, o Ministério da Saúde deve investir mais em campanhas midiáticas mais impactantes, que mostrem cenas chocantes de consequências do cigarro, mortes e doenças, a fim de chocar e desencadear o fim do consumo. Além disso, o MEC, em parceria com as escolas, deve promover atividades e palestras, com o auxílio de psicólogos e participação ativa dos jovens, sobre o tabagismo, com o fito de prevenir seu uso. Dessa forma, garantir-se-á a diminuição do tabagismo no Brasil e, quiçá, no mundo.