Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 02/06/2019

A utilização do tabaco pelo Homem na história da sociedade remonta pelo menos o século XV, estende-se até a Contemporaneidade, havendo por determinado momento um massivo investimento da fábrica tabagista sobre a indústria cultural pelo mundo. Conquanto, hodiernamente, a ciência demonstra o quão danoso o tabagismo pode ser à saúde, além disso, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), tal hábito é a principal causa de morte evitável no mundo. Nessa perspectiva, subterfúgios devem ser encontrados.

Ademais, um dos conceitos filosóficos de Francis Bacon afirma que o comportamento do homem é contagioso, tal perspectiva pode ser aplicada sobre a cultura tabagista, uma vez que mesmo carregando uma forte prejudicialidade, o tabaco continua a ser fortemente consumido no país. Assim, é certo que haja a presença de influência e pressão social, intensificada por uma cultura hedonística propagada pelos meios de comunicação, atingindo todos os brasileiros, sobretudo os jovens, já que são mais facilmente influenciáveis.

Por conseguinte, há todo o quadro característico do usuário de tabaco, a substância age no cérebro, assim, provocando uma poderosa sensação de prazer ao indivíduo, esse que passa por intensa crise de irritabilidade na ausência do estimulante, visto que é uma droga fortemente associada ao vício. Além disso, graves problemas de saúde são potencializados, como doenças cardiovasculares, diversas formas de câncer, impotência sexual, complicações na gravidez, etc. Também, ao passo que o número de brasileiros com problemas relacionados ao cigarro se eleva, maior é o custo para os cofres públicos, custando cerca de 21 bilhões de reais anualmente para o contribuinte, segundo a Revista Galileu.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito da problemática apresentada, urge que o Ministério da Educação (MEC)  intensifique, por meio de verbas governamentais, campanhas  antitabagistas nas salas de aula de todo o país, expondo os riscos à vida oferecidos pelo fumo, assim, criando uma consciência ao longo prazo e desonerando os cofres da nação. Ademais, o investimento massivo em programas antitabagistas, de forma que o brasileiro possa parar de fumar definitivamente, é imprescindível. Somente assim, será possível ter uma população melhor informada acerca do tabaco e seus malefícios.