Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 19/05/2019

O fumo teve origem na América Central por volta do ano de 1520, com as plantas do gênero Nicotianas, eram utilizadas pelos índios nativos com finalidades terapêuticas e de lazer. Devido às colonizações espanholas, rapidamente se espalhou pela Europa, e tornou-se mundialmente comercializado, especialmente na forma de cigarros, após a Revolução Industrial do século XVIII. No entanto, o uso constante dessa substância pode levar ao tabagismo,doença relacionada à dependência de nicotina, sendo hodiernamente, um dos principais problemas do Estado brasileiro, devido principalmente ao elevado número de óbitos anualmente, além dos gastos alarmantes do Sistema Único de Saúde (SUS), para com os tratamentos dos problemas de saúde gerados pelo uso do tabaco.

Existem vários fatores que levam às pessoas a fumarem, bem como o fácil acesso a compra, o baixo preço dos cigarros, tentativa de serem aceitas em grupos sociais, além do ato de fumar fornecer uma  falsa imagem associada à independência e à liberdade. Contudo, os fumantes possuem menor resistência física, menos fôlego e pior desempenho nos esportes e na vida sexual do que os não fumantes. Além de adoecerem com uma frequência maior e envelhecerem mais rapidamente. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer, estima-se que a cada ano, cerca de 157 mil pessoas morrem precocemente por conta de doenças causadas pelo tabagismo no Brasil.

Além disso, o tabagismo pode ocasionar diversas enfermidades, assim como, câncer de pulmão, doenças respiratórias, como bronquite crônica e enfisema pulmonar,além de doenças cardiovasculares, angina e infarto agudo do miocárdio. Logo, pode-se analisar como consequência, gastos exorbitantes com tratamentos médicos e apesar da venda de cigarros arrecadar impostos, não traz lucro para o país, já que os gastos com a saúde se sobrepõem à coleta de tributos. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil gasta em média 57 bilhões de reais por ano para agir no tratamento dos problemas de saúde no SUS relacionados ao tabaco, e recolhe apenas 12,9 bilhões de reais com a venda de cigarros.

Diante do exposto, é imprescindível que o Governo Federal tome medidas que se assemelhem às antitabagistas feitas pelo tirano Murad IV, do Império Otomano, de forma menos drástica, mas para diminuir o consumo do fumo da sociedade em geral, por intermédio do aumento significante nas taxas de impostos cobradas nos cigarros e charutos, para que estes tenham seus preços acrescidos, a fim de diminuir as vendas e assim, as doenças relacionadas ao tabaco, fazendo com que a população não necessite de gastos médicos com esses tipos de problemas. Ademais, a Mídia - esta como difusora de informações - deve contribuir com o projeto e divulgar campanhas contra o fumo, por meio de dados e relatos que mostrem as consequências de seu consumo a longo prazo.