Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 03/06/2019
Antes da chegada dos portugueses ao Brasil os índios já utilizavam o tabaco em seus rituais religiosos, décadas depois o cigarro tornou-se objeto de luxo das elites, e, atualmente, apresenta-se como responsável por inúmeras patologias humanas. Nesse sentido, observa-se uma crescente dessa conduta sobretudo entre os jovens, cujas aflições acabam os levando à experiência do fumo e à posterior dependência. Dessa maneira, observa-se a urgência em alterar o cenário em debate, visto que o próprio Ministério da Saúde já demonstra estado de alerta no que concerne ao assunto.
Sob essa ótica, Adriana Dutra no documentário “Fumando Espero”, revela a sua luta diária e de outros fumantes na tentativa de se libertar do vício. Em princípio, vale destacar que o dilema enfrentado pela autora é apenas um dentre os diversos fatores resultantes da utilização do cigarro, pois sabe-se que além de prejudicar os fumantes ativos e passivos, a fumaça proveniente desse prejudica também o meio ambiente ao agravar o efeito estufa. Ademais, cabe pontuar a síndrome de abstinência como a maior dificuldade enfrentada pelos usuários, visto que gera distúrbios tanto físicos quanto psíquicos., que somados aos danos causados no cérebro agravam a adversidade. Logo, é de crucial importância advertir o indivíduo sobre o perigo que corre ao se envolver com a droga.
Nessa perspectiva, ao refletir sobre o imediatismo atual, Bauman afirma que o tabaco serve como uma válvula de escape para o estresse cotidiano. Por analogia, a teoria do sociólogo é confirmada ao se constatar que os jovens são os principais afetados pelo vício, o que ocorre justamente em função da pressão exercida pela sociedade e pela própria família sobre esses. Sob esse viés, em contraste com as tentativas de solucionar a questão diversos obstáculos impedem a extinção do quesito. Certamente, a falta de políticas eficazes e o fato de o próprio indivíduo ignorar os riscos que corre aliados à divulgação insuficiente proposta pela mídia, acentuam o transtorno. Em suma, faz-se imprescindível a cooperação entre os diversos segmentos sociais.
Portanto, medidas são necessárias para resolução do impasse acerca da problemática supracitada. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com as mídias digitais levar à população conhecimento a respeito das consequências oriundas da utilização do cigarro, por meio de campanhas de médio e longo prazo, a fim de promover a conscientização como modo de prevenção. Outrossim, a sociedade deve colaborar com a formação de grupos de apoio para ex-fumantes e para fumantes em tratamento, com o fito de auxiliá-los na luta contra o cigarro. Destarte, tais medidas agregadas à dedicação do próprio indivíduo serão responsáveis por reduzir o tabagismo e suas sequelas.