Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 22/04/2019
Em meados do século XVIII, o tabaco já fazia parte da cultura mundial e era exportado do Brasil para a Europa. Hodiernamente, o hábito de fumar levanta inúmeros questionamentos a respeito da licitude do comércio da nicotina. Tais questionamentos decorrem, sobretudo, dos efeitos que o tabagismo pode ocasionar para a saúde em virtude do desenvolvimento de doenças crônicas e de novas dependências químicas.
No filme “Obrigado por fumar”, a publicidade imprudente da indústria tabagista é apontada como principal responsável pela difusão do vício em nicotina. A adesão à ideia de que o “cigarro é uma droga lícita” dissemina, muitas vezes, que seus impactos não são nocivos. Contudo, o consumo regular do tabaco pode promover quadros clínicos que incluem tanto doenças coronárias e cerebrais como o desenvolvimento de tumores.
Conforme dados da Anvisa, cerca de 780 mil brasileiros ficam doentes todos os anos devido ao tabaco. Os fumantes ativos, expostos direta e frequentemente às substâncias químicas do tabaco, tornam-se suscetíveis às cânceres - sobretudo o de pulmão - e a doenças cardiorrespiratórias. Já os passivos, têm a qualidade de vida afetada em decorrência do contato indireto com a nicotina e as demais toxinas.
Torna-se evidente, portanto, que é fundamental prevenir e combater o consumo demasiado de tabaco. Inicialmente, compete ao Aparelho Legislativo propor projetos de lei que aumentem a carga tributária sobre o cigarro, para reduzir o comércio. Além disso, expandir os códigos que restringem sua publicidade. Outrossim, cabem aos Ministérios da Saúde e da Educação desenvolverem campanhas preventivas, por meio de palestras, para erradicar o tabagismo. Destarte, difundir saúde para a população.