Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 01/04/2019

No século XX, fumar era considerado um ato elegante, de pessoas autoconfiantes e prestigiosas. Hodiernamente, com a facilidade ao acesso de informações, a população está mais consciente acerca dos danos causados ao corpo de um fumante, conquanto o tabagismo ainda é uma ameaça à saúde pública, uma vez que causou, em média, 156 mil mortes em 2015 de acordo com pesquisa da Fiocruz. Nesse contexto, os aspectos sociais e educacionais devem ser discutidos.

Em primeiro estudo, torna-se relevante uma análise do impacto social causado pelo tabagismo. O cigarro apresenta 4700 substâncias tóxicas além da nicotina, que é a responsável pela dependência química e pelo prazer. Embora muitas empresas que fabricam esses produtos sejam obrigadas, por lei, a expor nos rótulos as consequências do uso contínuo das toxinas, os dependentes, sem um auxílio especializado, voltam a utilizá-las. Há programas governamentais que encaminham os fumantes durante o processo de abandono, no entanto, não há devida propaganda dessa política pública, principalmente em cidades interioranas. Ademais, o impacto na economia é relevante, visto que 0,5% do PIB, em 2011, foi empregado no tratamento de fumantes, diz a Fiocruz. Pois além das mortes contabilizadas em estudos, existem milhares de tabagistas utilizando o sistema público de saúde devido a complicações oriundas do cigarro, como disfunções cardiovasculares e todos os tipos de câncer.

Outrossim, além da preocupação governamental com o amparo à população fumante, é imprescindível que medidas sejam implementadas para que jovens ou adultos não sejam incentivados a iniciar o uso do tabaco. Durkeheim caracteriza o ‘‘fato social’’ como todo tipo de coercitividade ou comportamento que é repetido ou naturalizado em um grupo ou comunidade. Nessa lógica, quando se está inserido em um contexto em que há outros fumantes, há uma maior probabilidade de que desenvolva-se também o hábito. Por exemplo, jovens, pois estão em uma fase de descobertas e formação de personalidade. Logo, são suscetíveis à vícios ou comportamentos que presenciem. De certo, agentes externos devem intervir para que tal ação seja contestada, como a família.

Entende-se, portanto,  que medidas devem ser tomadas. Destarte, uma ação a curto prazo que atenuaria a compra do produto seria o aumento do preço. Dessa forma, o Poder Legislativo poderá criar medida provisória e posteriormente uma lei que obrigue as empresas a comercializar o produto com um aumento em relação ao preço normal. Tal iniciativa, desestimularia o comércio de tabaco. Além disso, o MEC, em parceria com a grande mídia, deverá criar campanhas intermediadas por seminários em ambientes públicos mostrando a realidade de fumantes por meio de imagens que impactem a consciência da população, bem como, poderá exemplificar as políticas públicas existentes.