Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 30/03/2019
O insigne filósofo Epicuro elucida um homem virtuoso como capaz de evitar o sofrimento combatendo paixões desordenadas. À luz de tal eloquência e frente ao hodierno panorama brasileiro de graves prejuízos socioambientais associados ao tabagismo, nota-se a preponderância dos vícios induzidos pelo corpo coletivo. Desse modo, a necessidade de reversão do persistente infortúnio exige vigorosa mobilização social.
À vista disso, a amplitude e a nocividade dos efeitos do tabagismo no Brasil contemporâneo compromete a qualidade de vida dos indivíduos. Dentro da perspectiva abordada, o século xx foi marcado por propagandas e filmes habituados a associar o consumo de cigarro à liberdade e autoconfiança. Contudo, a hodierna realidade nacional muito diverge disso ao implementar uma rígida legislação antifumo, conjuntura consolidada sobretudo pelo gradual reconhecimento da referida toxomania como razão de inúmeros problemas ambientais e psicossociais.Destarte, a perniciosidade da questão em debate comprova-se pela relação entre queimas e cigarrilhas lançadas em matas, bem como pela repercussão depressiva da abstinência da nicotina e dos danos fisiológicos do consumo a longo prazo, como problemas cardiovasculares e cânceres.
Outrossim, a influência do meio sobre os indivíduos ainda é um grande impasse à desestruturação do anômico consumo de tabaco no Brasil hodierno. Nessa ótica, de maneira análoga à obra realista ´´O Cortiço´´, de Aluísio de Azevedo, cujo personagem português é claramente determinado pelo corpo coletivo no qual está incluído, a maioria dos cidadãos quimicamente dependentes da nicotina foram inicialmente motivados por hábitos advindos da instituição familiar ou do ciclo de amizades, haja vista tal evento dar-se sobretudo durante a fase de vulnerabilidade formativa do ser, a juventude. Dessa forma, o cenário caótico da premissa supracitada revela uma situação de anomia, descrita por Durkheim como produto do indevido funcionamento da superestrutura social.
Portanto, diante dos aspectos conflitantes relativos ao tabagismo no Brasil durante o século xxi, é mister a mobilização do Governo. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação elaborar um plano de ações nacionais voltado para a reeducação dos jovens, pois ser atuante na formação dos cidadãos é garantir progresso nacional. Por fim, tal ação deve efetivar-se por meio de palestras periódicas com ambientalistas, médicos e sociólogos, com o propósito de edificar adolescentes virtuosos sob a perspectiva epicurista.