Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 13/03/2019
Na década de 60, o uso do cigarro emerge no Brasil e se torna uma prática muito comum e tida até como símbolo de sucesso e poder. Porém, como estudos científicos realizados comprovaram os inúmeros malefícios das substâncias presentes no cigarro, o governo criou políticas públicas que, por mais úteis que tenham sito no passado, hoje se mostram ineficientes. Visto esse cenário, é imprescindível um reavivamento de políticas antitabagistas no Brasil, seja por configurar um problema de saúde pública, seja por representar uma problemática social.
Em primeiro lugar, vale salientar que o uso do cigarro pode trazer problemas como câncer de pulmão, bronquite crônica e insuficiência respiratória tanto para quem fuma como para as pessoas ao redor, que se tornam fumantes passivos. Além disso, cabe trazer o médico e escritor Içami Tiba, o qual afirma em seu livro “Juventude e drogas: anjos caídos” que cerca de 80% dos usuários da maconha vieram do cigarro. A partir disso, é possível inferir que o tabagismo representa um perigosa porta de entrada a outras drogas, e é necessário um incisivo enfrentamento.
Ademais, é importante frisar que o tabagismo é um problema social, como poucos observam. No sentido de entender essa problemática, é apropriado lembrar das ideias do sociólogo Zygmunt Bauman, segundo o qual países subdesenvolvidos são mais suscetíveis a problemas dessa natureza. A esse respeito, é possível concluir que o consumo do cigarro não está restrito a isso, porém é intimamente relacionado com a desigualdade social que, entre outros, acarreta na falta de consciência coletiva acerca de saúde e alimentação adequada. Desse modo, o consumo dessa substância deve ser incisivamente combatido por toda a sociedade civil.
Logo, a par das considerações feitas, é possível pensar medidas para reavivar as políticas antitabagistas no Brasil. Logo, as instituições educacionais devem desmistificar o errôneo esteriótipo de que drogas legalizadas não seriam tão nocivas à saúde, por meio de projetos interdisciplinares. Isso teria como objetivo o esclarecimento da população acerca dos riscos e perigos que o cigarro apresenta. Um outra ideia seria também aulas baseadas em ações coletivas dos alunos, como a apresentação de seminários, de modo a promover uma aprendizagem eficiente no país, visto que a função da escola não é apenas transmitir conteúdos, mas também formar cidadãos.