Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 16/04/2019

31 de maio

A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro, assegura a todos a saúde e o bem-estar. Entretanto, a persistência dos casos de tabagismo - dependência em nicotina - no Brasil evidencia seu caráter problemático tanto social quanto sanitário. Com efeito, é notável um cenário desafiador seja a partir do consumo precoce dos cigarros, seja pelas consequências nefastas ao organismo humano frente ao vício do tabaco.

Em primeiro plano, indústria tabagista,por meio de conteúdos midiáticos, potencializa o uso precoce do cigarro. Segunda a obra cinematográfica norte-americana “A origem”, a ideia é o vírus mais perigoso que existe. Não tão distante da ficção, ocorre que a frequente idealização do ato de fumar estabeleceu a imagem de um fumante propício ao sucesso e com um bom desempenho na vida, a exemplo tem-se a atriz Marilyn Monroe, símbolo de beleza e dinheiro, constantemente retratada ao lado de um cigarro. Sob esse viés, observa-se a influência da mídia atrelada ao consumo pediátrico do tabaco, tal fato é comprovado a partir de dados estáticos do IBGE de 2017: 80% dos fumantes começam a fumar antes dos 18 anos, e o motivo principal é a publicidade tabagista nos meios de comunicação em massa.

De outro plano, câncer,problemas cardiovasculares e até mesmo a morte são alguns dos resultados do tabagismo. Nesse contexto, a Organização Mundial da Saúde afirma que o tabaco mata até mais da metade de seus usuários. À vista disso, é válido ressaltar que o contato contínuo com substâncias tóxicas, como a nicotina, danifica os alvéolos pulmonares, responsáveis pela oxigenação do sangue,ocasionando lesões irreparáveis e danosos. Assim, os usuários de tabaco que morrem prematuramente privam suas famílias de renda, aumentam o custo dos cuidados de saúde e impedem o desenvolvimento econômico. Essa realidade é visível em países de baixa e média renda, onde a carga de doenças relacionadas ao tabaco e morte são mais presentes, como foi apontando pela OMS.

Urge, portanto, que o direito à saúde e ao bem-estar seja, de fato, assegurado na prática. Nesse sentindo, a Agência Nacional de Saúde Suplementar deve, por meio das mídias televisivas e sociais, veicular conteúdos capazes de valorizar o Dia Mundial Sem Tabaco - 31 de maio - e apresentar as consequências nocivas do tabagismo, a fim de motivar a sociedade civil a repudiar o uso de tal droga. Ademais, a Receita Federal, mediante seu controle fiscalizador, compete fortalecer a taxa de impostos sobre produtos tabagistas, com o objetivo de dificultar a venda de fumos, a princípio o cigarro. Dessa forma, o tabagismo poder-se-á distanciar do século XXI.