Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 31/12/2018
“É coisa preciosa, a saúde, e a única, em verdade, que merece que em sua procura empreguemos não apenas o tempo, o suor, a pena, os bens, mas até a própria vida; tanto mais que sem ela a vida acaba por tornar-se penosa e injusta”, diz Michel de Montaige. Com isso, é evidente que o vício do tabaco no mundo causa inúmeros problemas de saúde, bem como, diversos danos ambientais e financeiros para toda a sociedade e o Estado.
Em uma primeira análise, é necessário pontuar que não só o fumante ativo sofre com os males decorrentes do tabaco, como também as pessoas do seu convívio, sejam do lar, trabalho ou escola. Nesse sentido, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o fumante passivo ocupa a terceira posição em mortes evitáveis, atrás apenas do tabagismo ativo e do alcoolismo. Além disso, o cigarro é o maior poluidor doméstico e mata mais de 200 mil indivíduos por ano no mundo inteiro, isso porque, a cada três cigarros de quem fuma, o não fumante consome um por tabela.
Em uma segunda análise, cabe pontuar que o consumo do tabaco cria uma carga econômica alta para as sociedades, tanto pelos custos elevados de atenção à saúde quanto pela perda de produtividade no trabalho, de acordo com estudo do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Também, esta epidemia tem-se concentrado na população de baixa renda, e para muitas dessas pessoas dependentes de nicotina, a sua força de trabalho e a sua saúde são a garantia de seu sustento e de sua família, diz o INCA.
Portanto, é de responsabilidade do Ministério da Saúde e Secretarias Estaduais em parceria com a mídia promoverem programas eficazes e integrais de educação e conscientização do público sobre os riscos que acarretam à saúde, o consumo e a exposição à fumaça do tabaco. Bem como, aos órgãos fazendários, aumentarem os impostos sobre os cigarros da indústria tabagista, e assim dificultarem o comércio dessa droga.