Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 22/11/2018
Tabagismo e morte
O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a cifra de 4,9 milhões de mortes anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. Percebe-se que mesmo com os altos índices de mortalidade, as pessoas continuam procurando esse vício e a maioria não pensam em largar.
O cigarro está ligado à sensação de bem-estar para o fumante, no entanto os usuários são as pessoas mais propensas a sentirem depressão e ansiedade. Segundo um estudo recente da University College London e da British Heart Foundation, divulgado em março, de 2015, comprovou ao analisar 6.500, fumantes ou não fumantes, perceberam que os fumantes tinham 70% mais chances de terem esses problemas. Isso acontece por alguns motivos, como, por exemplo, quando acaba o efeito da nicotina, há diminuição da liberação da dopamina e a diminuição da sensação de bem estar e com isso, vai ser produzida uma sensação de ansiedade.
Outrossim, o vício do tabagismo não traz problemas apenas para o usuário e sim para as pessoas com quem ele convive, que são chamadas de fumantes passivos, então esses indivíduos podem desenvolver doenças respiratórias ou cardíacas, pelo fato de estarem respirando a fumaça que é composta por mais de 4000 componentes químicos, sendo que destes, 69 são comprovadamente cancerígenos. Além disso, mulher grávidas que fumam podem trazer várias consequências negativas para a gestação e para o bebê, como, por exemplo, má formação placentária, bebê com baixo peso entre outros. Ademais, uma pesquisa das universidades de Durham e Lancaster, no Reino Unido, revelou que os efeitos nocivos do fumo durante a gravidez podem ser vistos no rosto do bebê por meio de ultrassom 4D. Observando as imagens, os pesquisadores descobriram que os fetos das fumantes tocavam na própria boca um número de vezes significantemente maior, em comparação com os das mulheres que não fumam. Os cientistas acreditam que isso acontece porque, quando a mulher fuma, o sistema nervoso central do feto não se desenvolve como deveria – e essa parte é justamente a responsável por controlar os movimentos da face e do corpo.
Portanto, o vício do tabagismo não é prejudicial somente para o fumante e sim para as pessoas com que o usuário convive. O Governo pode promover mais propagandas por meio das redes sociais para orientar a população sobre as consequências do uso, e divulgar essas pesquisas para alertar sobre os verdadeiros riscos e com isso, direcionar o fumante para um tratamento correto.