Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 01/11/2018

O Brasil enfrenta diversos desafios em sua estrutura. Um deles diz respeito ao tabagismo, ou seja, ao vício em tabaco. Em decorrência de uma herança dos anos 80, que legitimou o uso do cigarro através de filmes e músicas, fazendo menção ao produto como algo revolucionário, cultiva-se a falsa crença de que ser usuário qualifica a pessoa como extrovertida. No entanto, na prática o contexto é outro e, o tabagismo traz problemas relacionados à questões de saúde e meio ambiente para a sociedade.

O SUS(Sistema Único de Saúde) garante tratamento aos cidadãos necessitados. Sendo assim, o consumo do tabaco, que possui substâncias tóxicas e viciantes como a nicotina, onera a esfera de saúde pública do país e gera grande demanda representada por filas de espera, já que causa diversas doenças crônicas, como o câncer de pulmão e a bronquite. Logo, em consonância com o pensamento de Durkheim, que define a organização social da maneira que um organismo vivo, no qual as pessoas devem estar igualmente saudáveis para que esse organismo exerça a sua função, a questão acerca do tabagismo tem importância coletiva e não somente individual.

Concomitantemente, o meio ambiente também é prejudicado pela prática. O cigarro exala fumaça extremamente poluente, pois existem aditivos químicos agressores à natureza e agravantes na destruição da camada de ozônio. Ademais, a cinza do produto, quando descartada em lugares inapropriados, como no Bioma Cerrado, pode causar destruição, devido a fácil queima das folhagens. Portanto, o assunto também afeta a população animal e vegetal.

Por fim, nota-se a necessidade de solucionar o imbróglio do tabagismo no século XXI. O Ministério da Saúde, em conjunto com a Mídia, deve veicular conteúdos que demonstrem a prejudicialidade do cigarro, por meio de publicações e anúncios em rede sociais, a fim de desmistificar a imagem de revolução relacionada ao uso. Além disso, o Ministério da Economia, juntamente com o Poder Legislativo, deve cobrar maiores impostos das empresas fabricantes de tabaco, por meio de emendas constitucionais, a fim de aumentar o valor comercial do mesmo e impedir a facilitação ao consumo.