Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 30/10/2018
“O importante não é viver, mas viver bem”. Segundo Platão, a qualidade de vida tem tanta importância que ultrapassa a da própria existência. Apesar dessa máxima, muitos brasileiros, embora cientes dos riscos do tabagismo, negligenciam a saúde e tornam-se adeptos ao consumo de tal mercadoria. Diante disso, é crucial entendermos as principais causas, consequências e possível solução para esse impasse.
Deve-se pontuar, de início, que, conforme Karl Marx, a sociedade é moldada conforme os interesses do capitalismo. Nesse sentido, apesar dos regulamentos que tentam reduzir a atratividade do tabaco, como a lei Antifumo, a proibição de anúncios em veículos de comunicação e a coibição de aditivos com sabor, ainda há um aumento persistente de novos fumantes. Assim, um dos fatores possíveis para essa situação é a propaganda indireta feita por meio de novelas, filmes e seriados, que associa o uso do cigarro com a sensação imediata de relaxamento e bem-estar. Desse modo, é capaz de induzir, sobretudo o jovem, a fumar, pois segundo o psicólogo Augusto Stuart, a juventude tem o comportamento fortemente influenciado por recompensas instantâneas.
Outrossim, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, os jovens são o grupo mais vulnerável a modismos e novidades. Dessa maneira, tornam-se o principal público das variáveis do tabaco, como o narguilé. Entretanto, esse produto também causa vício pela nicotina, facilitando a adesão pelo cigarro. Logo, trata-se de um cenário degradante, haja vista que dados da organização Mundial da Saúde mostram que o tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo.
Portanto, para atenuar os problemas e as consequências do cigarro, é fundamental criar ações que tornem o fumo algo repulsivo, de modo a diminuir sua demanda. Para tanto, o Ministério da Educação deve introduzir no projeto político pedagógico das escolas, temas que estimulem os hábitos saudáveis. Dessa forma, essa medida pode ser aplicada com base na interdisciplinaridade, ou seja, na matéria de biologia deverá ser abordado sobre o prejuízo do cigarro para a saúde, enfocando, inclusive, sobre os efeitos a curto prazo, como irritação nos olhos, mau hálito, escurecimento dos dentes, tosse e cefaleia. Atrelado a isso, a disciplina de matemática poderá apresentar, no conteúdo de cálculos, a média gasta por fumantes, analisando os gastos econômicos desse vício. Em concomitância, a aula de sociologia discutirá sobre as possíveis causas do consumo precoce do fumo, explanando sobre as situações de estresse, de insegurança e de vulnerabilidade dos jovens. Espera-se com isso que a sociedade tenha maior consciência crítica e opte por hábitos saudáveis, evitando o tabagismo.