Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 01/11/2018

Na série adolescente norte-americana, “Freaks and Geeks”, da década de 80, via-se muitos jovens com cigarros na mão, visto que havia na cultura pop uma veemente influência para esse vicio, vinda de personalidades consideradas ora sofisticadas ora rebeldes e legais. Fora da ficção, tal comportamento é  bastante reprovado pelos profissionais da saúde e não representa mais algo “descolado”, mas um perigo a saúde humana. Nesse sentido, não obstante, observa-se frequente aumento do tabagismo no país, sobretudo, na parcela jovem, o qual mostra-se como uma grave problemática que suscita análise e ações interventivas.

De acordo com o Ministério da Saúde(MS), cerca de 20 milhões de pessoas são fumantes regulares no Brasil e 50% da mortes são causados por doenças não transmissíveis(DNT). Tais fatos, além de assombrosos, são diretamente ligados, pois, devido a presença de substância tóxicas no cigarro, é comprovado cientificamente que o tabagismo é fator de risco para câncer, problemas cardiovasculares, como Acidente Vascular Cerebral (AVC), e intensifica diabetes, obesidade e outras DNT em fumantes regulares e passivos. Outrossim, o tabaco é capaz de degradar a habilidade cognitiva do cérebro, o que torna-se ainda pior quando o contato inicia cedo. Nesse contexto, o tabagismo acarreta sucessíveis questões na vida da população e no desenvolvimento do país, uma vez que inabilita indivíduos economicamente ativos, afetando profundamente a sociedade.

Entretanto, caminhamos a passos lentos para a resolução do problema. Frente as diversas novidades que prometem prazer e diversão, como cigarros com sabores de fruta e a moda do cigarro eletrônico, aliadas aos recorrentes problemas psicológicos, os adolescentes estão cada vez mais presos ao vicio. Ademais, afora a obrigatoriedade de imagens e textos descrevendo os resultados do tabagismo em embalagens de cigarro, não há nenhuma ação especifica do Estado de combate a esse vicio, o que evidencia a sua omissão como constante que corrobora a insistência do impasse.

Em face do exposto e de maneira análoga ao que disse Augusto Comte: " é preciso ver para prever e prever para prover", ao verificar as vorazes consequências do cigarro na sociedade, torna-se imprescindível a tomada de providências. Para tal, é necessário uma forte campanha de enfrentamento do tabagismo feita pela parceria da mídia com Ministério da Saúde, mediante anúncios publicitários impactantes e inclusão do tema em programas de TV e dramaturgias, que conscientizem a população sobre os prejuízo do cigarro. Além disso, o Ministério da Saúde , como principal responsável por esse setor, deve também realizar eventos nas comunidades de incentivo ao cuidado a saúde e palestras nas escolas, para que assim, por meio de continua instrução, seja possível reduzir esse mal no país.