Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 26/10/2018

A obra literária “Macunaíma, o herói sem nenhum caráter”, do autor Mário de Andrade retrata, com esmero e virtude, costumes variados do cotidiano tupiniquim. Entretanto, nem todos os hábitos históricos contém tais valores, como por exemplo o tabagismo. Enraizado na cultura brasileira, esse mal, além de prejudicar seriamente a saúde do usuário, afeta drasticamente a saúde social, principalmente com a poluição do ar e a criação de “fumantes passivos”.

Desde os tempos de América Portuguesa o território pindorama é grande produtor de tabaco, o que influenciou e disseminou seu uso por toda sociedade. Ao seguir a tese empírica aristotélica, de que o ser torna-se naquilo a que constantemente é submetido, subentendesse a propensão brasileira ao tabagismo. Logo, a parcela da sociedade adepta dessa prática se expõe a inúmeros riscos, como: câncer, tumores, problemas nas gestações e impotência sexual. Então, essa parte da população vê-se, de certa forma, “marginalizados”, pois diante uma generalização feita, subconscientemente, pelo senso comum interfere na reputação moral e digna de maneira negativa. Além de causar sérios riscos à saúde, o tabagismo é também um meio de “auto difamação”.

Além de espalhar “caos individual”, o tabagismo é um dos maiores males sociais da atualidade. O uso contínuo de tabaco lança na atmosfera uma determinada quantia de poluentes, e, a partir do momento em que o uso do mesmo é popularizado, a emissão de poluentes aumenta proporcionalmente, o que acaba por influenciar nos índices de poluição da nação. Posteriormente, junto ao fumante há o “fumante passivo”, que mesmo sem consumir o tabaco acaba diariamente contaminado pelas substâncias na fumaça do mesmo. O indivíduo que sofre essa circunstância pode chegar a sofrer os mesmos riscos que o fumante ativo.

Dessa forma, é evidente que medidas são necessárias na resolução do impasse. Primeiramente, o Ministério da Saúde deve, por meio de publicidades nas redes sociais e televisão, explanar todos os riscos que o tabagismo impõe ao usuário e à quem está próximo ao mesmo, para amenizar o uso do tabaco. Posteriormente, o Ministério Público deve taxar, de maneira proporcional, as grande indústrias de tabaco no Brasil, para então desmotivar essa via de produção em território tupiniqim. Em última instância, o Ministério da Saúde deve oferecer tratamentos contra o tabagismo de forma gratuita na rede pública de saúde, para que aqueles com baixas condições financeiras consigam se libertar dese mal rapidamente. Com ações assim em vigor, os hábitos da sociedade brasileira se tornarão cada vez mais virtuosos, com os descritos por Mário de Andrade.