Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 25/10/2018

Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino,  todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. Tal premissa, contudo, não se confirma quando se trata da alta taxa de mortalidade relacionada ao tabagismo - segundo a OMS, são sete milhões de pessoas por ano. Nesse contexto, não há dúvidas de que o fumo no século XXI é um desafio, o qual ocorre, infelizmente, devido não só ao desconhecimento populacional sobre o tema, mas também à negligência governamental.

Primeiramente, deve-se levar em conta o alto financiamento de empresas de tabaco para as indústrias de cinema do século XX, acarretando em uma “glamourização” do fumo. Com isso, houve uma pressão de fazer uso de cigarros para ser aceito socialmente, principalmente por parte dos jovens. De acordo com o filósofo A. Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo que a cerca; assim, uma mudança nos valores sociais é fundamental para resolver o impasse.

Outrossim, destaca-se as poucas políticas públicas - como veiculação de propagandas negativas sobre o tema - como um dos fatores impulsionantes. Consoante Aristóteles, no livro “Ética a Nicômaco”, a política serve para garantir felicidade aos cidadãos; contudo, logo se verifica que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil, com os números de mortes causadas pelos malefícios do cigarro ainda em alta, o que acaba gerando um gasto de R$ 21 bilhões por ano aos cofres públicos.

Portanto, indubitavelmente, medidas devem ser tomadas para resolver esse problema. O Ministério da Saúde, em parceria com o SUS, deverá criar nos postos de saúde um programa visando pessoas já fumantes a interromper o hábito, com a implantação de psicólogos e clínicos especializados no assunto, para fornecer terapia e apoio gratuito, diminuindo, em parte, o número de tabagistas. O Ministério da Educação também deverá agir, com palestras e atividades lúdicas sobre o malefício do uso de cigarros nas escolas, tirando dos jovens a concepção errônea de que fumar é “legal”, garantindo, assim, a redução de adultos fumantes no futuro. Desse modo, a realidade poderá se aproximar da concepção de São Tomás de Aquino.