Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 25/10/2018
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a cada uma hora, vinte e três pessoas morrem com problemas que desenvolveram durante o uso de cigarro. Desse modo, é indubitável salientar que o tabagismo, a cada dia, vem aumentando e deixando pessoas vulneráveis a diversos problemas, tanto para os fumantes ativos quanto para os passivos.
É importante pontuar, de início, que fumar cigarro é retratado nos cinemas como um ato nobre e elegante, principalmente quando se fala em filmes estadunidenses. Em contrapartida, trata-se, no Brasil, de um ato perigoso e prejudicial. Logo, quando se fala em tabagismo, imagina-se o vício que é causado por uma substância, dopamina, que, quando inalada, libera neurotransmissores que dão sensações de prazer, satisfação, melhora de autoestima e aprendizado. À vista disso, muitas pessoas, quando se abstém, mudam seu humor e se irritam facilmente devido a essa cultura hedonista, por acharem que a única coisa prazerosa da vida é o cigarro. Em suma, o filme “Cigarros Sublimes” identifica o tabaco como um companheiro indispensável de soldados, o qual dá coragem e força para lidar com assuntos estressantes.
É fundamental destacar, ainda, que pessoas que vivem com fumantes têm riscos maiores de obter doenças relacionadas ao tabagismo. Destarte, as crianças, por terem frequências respiratórias mais intensas, são as mais atingidas, sofrendo consequências drásticas, como bronquite, asma e pneumonia. Prova disso são os dados do INCA, os quais afirmam que, uma criança que sofre grande exposição a fumaça do tabaco, acaba tendo, futuramente, 25% de chance de desenvolver algum câncer.
Infelizmente, a expansão de fumantes no Brasil vem aumentando consideravelmente. Para reverter essa situação, é necessário, portanto, que o Ministério da Saúde contribua, por meio de palestras e panfletos, na divulgação de números e imagens de pessoas que sofrem com o tabagismo. Soma-se a isso a contribuição da mídia na incentivação de esportes, lazer, dança e yoga, como meio de expandir os prazeres que a vida nos propõe, diminuindo, assim, esse tabu de achar que só o cigarro tem o poder de nos proporcionar algo de bom.