Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 24/10/2018

O filósofo Francis Bacon, em um de seus conceitos, afirma que o comportamento humano é contagioso- torna-se enraizado e frequente à medida que se reproduz- o que pode ser observado no grande número de usuários de cigarro no Brasil e por isso, o tabagismo apresenta-se como um problema de caráter social que afeta continuamente a população. Isso se deve, sobretudo, pelo descaso governamental e, ainda, pela ausência de uma conscientização de qualidade. Por essa razão, faz-se necessário pautar os desdobramentos dessa problemática.

Nesse sentido, é elementar que se leve em consideração que, de acordo com pensamento filosófico de São Tomás de Aquino, em uma sociedade democrática de direito todos possuem o mesmo grau de importância. No entanto, o Estado diverge de tal perspectiva ao permanecer inerte perante a sua população viciada em tabaco, dado que não investe em campanhas ostensivas que visem a prevenção do contato com essa droga, ampliando ainda mais o número de mortes e gastos públicos. Dessa maneira, não é de se espantar que, tristemente, em 2015, o índices de óbitos por causas relacionadas ao cigarro ultrapassaram duzentas mil pessoas e um saldo de mais de cinquenta mil reais aos cofres governamentais, segundo o Ministério da Saúde (MS).

Outrossim é importante destacar o papel da educação no combate a essa temática, já que, conforme preconizado pelo educador brasileiro Paulo Freire, se a educação não pode transformar uma sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Destarte, é elucidado o poder transformador da educação. No entanto, o ensino público não oferece uma orientação sobre os riscos do consumo de tabaco o que corrobora, em sua maioria, para formação de um corpo social facilmente manipulável pelas propagandas midiáticas, aumentando, assim, os índices de doenças relacionadas ao tabagismo.

Tendo em vista os argumentos supracitados, observa-se a necessidade de medidas que solucionem o problema vigente. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, construir clínicas especializadas nesse vício, além de contratarem mais psicólogos para atuarem nos hospitais e escolas públicas- por meio da ampliação de verbas destinas ao Conselho de Saúde e através de concursos- com o fito de evitar o aumento de fumantes e tratar quem já possui esse vício. Ademais, é essencial que instituições sociais, como a igreja- por meio de palestras- e ONGs- por intermédio de pubicidades em revistas, jornais ou televisão- conscientizem a população acerca da importância de incentivar os dependentes a procurarem tratamento, para que, desse modo, tais pessoas possam ser reinseridas na socidade.