Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 24/10/2018

Dados computados pelo Ministério da Saúde, mostram que o hábito de fumar caiu em 36% em 2017. Entretanto, o hábito dos antigos fumantes, hoje, mostra suas danosas consequências, entre elas, enfisema pulmonar, câncer de pulmão, doenças obstrutivas crônicas e as que mais matam, atualmente, as cardiopatologias que têm estreita relação com o tabagismo. Nesse sentido convém discorrer sobre os principais problemas ligados ao tabagismo no século XXI: as raízes culturais que essa prática carrega e as inúmeras doenças que esse vício predispõem.

Em primeira análise, é factível que em um cigarro já foram descobertas quase 5000 substâncias tóxicas, porém, até hoje o ato de fumar carrega a imagem de ser sofisticado. Esse pensamento foi enraizado no passado, quando ainda não se sabia o real mal que tal prática trás, por exemplo os carros de fórmula 1, pilotados por Ayrton Senna, um dos grandes nomes das corridas brasileiras, traziam os emblemas de famosas marcas de cigarro, o que enfatizou e introduziu o tabagismo à vida do brasileiro.

Concomitantemente à essa questão cultural, é inegável as diversas patologias que uma pessoa fumante está sujeita a adquirir. Além disso ser trágico em esfera individual é ainda mais desastrosos em esfera coletiva, como computado pela pesquisa do INCA (Instituto Nacional do Câncer), 60 bilhões de reais são gastos anualmente comas debilidades, incapacidades e óbitos que o tabaco provoca. Isso pode ser problematizado, pois esse montante de dinheiro poderia ser investido em diversos outros setores nacionais.

Portanto, diante do exposto, urge que o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde, elaborem projetos de esclarecimento do mau hábito e das doenças que o tabagismo leva, através de professores e profissionais da saúde que produzam um material explicativo com foco nas escolas municipais direcionado ao ensino fundamental, para que se anule a imagem sofisticada que o cigarro carrega. Espera-se, com isso, que as futuros adultos sofram menos com os problemas do tabaco.