Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 22/10/2018
No seriado mexicano “Chaves”, um dos personagens - Professor Girafales - na maioria das vezes, apresenta-se nas cenas com charuto nas mãos explanando tal ato com normalidade até mesmo no ambiente escolar. Análogo a isso, esse exemplar televisivo configura-se no panorama atual brasileiro, no que se refere o tabagismo como objeção incisiva no país. Nessa conjuntura, não há dúvidas de que morosidade estatal, bem como falta de informação por uma parcela societária acerca das consequências tabagistas, intensificam a perpetuação desse empecilho.
Em primeira instância, é válido salientar que a Constituição Brasileira, no seu artigo 196, expõe que a saúde é direito de todos e dever do Estado promover seu garantimento. Contudo, tal prerrogativa legal não tem se reverberado com ênfase na prática, uma vez o uso irrestrito de tabaco - com alto teor de substâncias como a nicotina - tem-se intensificado hodiernamente por inúmeros indivíduos brasileiros. Nesse sentido, devido falhas estatais para atenuar essa óbice sem programas de efetivação contundente, a utilização abusiva desse componente permeia socialmente, o que pode acarretar casos contínuos de problemas graves no cérebro, ataques no coração e até mesmo cânceres, como o de pulmão por exemplo. Diante disso, vê-se essa mazela social deturpando o pensamento aristotélico de política, que diz que esta deve ser utilizada para garantir a felicidade e o bem-estar dos cidadãos. Outrossim, para o sociólogo Émille Durkheim a consciência dos indivíduos é coletiva, ou seja, corresponde às normas e às práticas culturais da sociedade. À vista disso, com a omissão de informação acerca das conseqüências e problemas que o tabagismo acarreta para saúde, uma parcela da população usa essa droga lícita, como o cigarro, de maneira intensa o que fomenta maior contingente de mortes no Brasil. Diante disso, esse fragmento social metaforicamente se liga ao Mito da Caverna do filósofo Platão, em que homens vivem acorrentados e enclausurados na caverna sem saber da realidade em si, correlativo com a vida dos fumantes no Brasil.
Desta maneira, é evidente que significativas dificuldades relacionadas ao tabagismo no século XXI assolam no país. Por conseguinte, é relevante que o Ministério da Saúde, órgão responsável pela administração e manutenção da saúde no Brasil, em consonância com os hospitais em geral, promova centros de atendimento especializados com a presença de psicólogos e médicos no intuito de atender a alta demanda de fumantes enfermos, no menor tempo possível, a fim de evitar maiores casos de morte. Além disso, o Ministério da Educação, correlacionado às instituições escolares, deve desenvolver palestras informacionais para alunos e seus familiares a respeito das consequências insatisfatórias que o tabaco traz para saúde humana, para que assim atenue os “Girafales” brasileiros no país.