Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 22/10/2018
A Constituição Federal de 1988, norma máxima de hierarquia jurídica nacional, garante que a saúde é direito de todos e dever do estado. Entretanto, é possível perceber que mesmo vivendo na “era da informação” o tabagismo é um problema do passado que persiste no presente, ferindo mesmo que de forma “consensual” um direito inalienável de todo cidadão. Nesse sentido, convêm analisarmos as principais consequências e possível solução dessa problemática.
Primeiramente, é perceptível que as informações atuais passadas para o público fumante muitas vezes não estão surtindo efeito, haja visto que à tempos o combate a tal hábito está ocorrendo, mas, o número de fumantes ainda permanece expressivo. Segundo o levantamento do jornal Folha de São Paulo, 1 a cada 3 tabagistas se expressa como “conformado” em tal situação. É inaceitável, que em tempos de informações tão abundantes, tais pessoas muitas vezes pereçam por falta de campanhas mais abrangentes.
Ademais, os riscos de tal prática se apresentam de forma assustadora. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), uma pessoa com hábito de fumar, vive em média de 10 a 12 anos a menos que um não fumante e problema não se restringe à fumantes ativos, como também à passivos, como pessoas que apenas dividem local com os praticantes, causando problemas para indivíduos que não compactuam com o hábito, e ferindo direitos já pré estabelecidos na nossa “constituição cidadã”. Tal prejuízo é inadmissível.
É necessário, portanto, que o Governo, por meio do Ministério da Saúde, além de elaborar campanhas mais eficientes através de investimentos em palestras e propagandas abertas, proporcionem também uma maior “segurança de saúde” para não fumantes, como coibições da prática em alguns locais, com objetivo de não prejudicar quem não concorda com tal prática. Desta forma haverá mitigação progressiva do problema, para que a saúde coletiva seja beneficiada.