Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 22/10/2018
No livro O Cortiço, Aluísio Azevedo retrata, por meio de seus personagens, a teoria determinista, em que o homem é influenciado pelo meio que vive. Nesse viés, o consumo de drogas, tal como o tabagismo, funciona como um gatilho para a existência dessa teoria, uma vez que seu uso é influenciado por terceiros. Sob essa perspectiva, essa realidade é apresentada hodiernamente, no Brasil, como um imblóglio de amplo espectro, seja pela escassez de políticas públicas, seja pela apatia crítica, relacionada à fragilidade das relações sociais.
Mormente, a Constituição Federal vigente no país assegura aos cidadãos o direito à saúde, contudo, o alto consumo do tabaco rompe com esse contrato, dado que danifica o corpo do fumante, em especial o pulmão. Concomitante a isso, o Governo se faz ineficaz ao negligenciar os direitos que deviam ser assegurados e, ainda sim, não fornecem um Sistema Único de Saúde competente para endossar a recuperação dos indivíduos fumadores. Nesse viés, constitui um desequilíbrio do Corpo Biológico proposto por Émille Durkeim, ocasionando um caos na estrutura social brasileira. Por conseguinte, o ate então, fumante, encontra-se em situação supérflua, posto que, com a ruptura da harmonia do corpo social, seus direitos são desfeitos e a precariedade dos serviços se faz presente no seu cotidiano, corroborando a existência de anarquias.
Seguindo essa linha de raciocínio, vale ressaltar que o frágil posicionamento demanda uma chaga social, uma vez que a despreocupação populacional com a própria saúde gera consequentes doenças. Nessa conjectura, alicerçando-se ao filósofo Sócrates, os erros são consequência da ignorância humana, desse modo, a falta de colocação, por parte do cidadão, ocasiona tal ignorância a medida que sua apatia, mesmo sabendo que aquilo fará mal, continua a persistir no erro. Ademais, essa desídia é fraudada, também, pela influência de terceiros, explicada pela Teoria do Habitus, de Pierre Boudieu, que aponta o meio como influenciador de caráter e conduta das pessoas, o que influencia o consumo do cigarro e causa entropias em todo o Brasil.
Consoante o supracitado, urge ao Ministério da Saúde, por meio de investimentos públicos-privados, vise dispor condições para a recuperação de saúde e ofertar qualidade de vida ao brasileiro, com o fito de mitigar o consumo de tabaco no país.Outrossim, faz-se mister que a escola e a família, enquanto instituições sociais, estabeleça normas capazes de desenvolve um repertório crítico à jovens e adultos, mediante oficinas lúdicas que simulem o cotidiano e mesas redondas que implementem a argumentação social, com o escopo de formar cidadãos aptos a não se corromperem às drogas, sobretudo o cigarro, e manterem sua saúde em dia.