Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 22/10/2018
A Organização Mundial da Saúde implantou a Convenção- Quadro para Controle do Tabaco, que serve para estabelecer um conjunto de medidas que divulgam a prevenção da dependência química e reduzem o consumo do tabaco. Todavia, para contrariar tal aplicação de propostas efetivas conferidas por um órgão supranacional, uma grande parcela da sociedade brasileira apresenta esse vício, bem como, muitos se encontram vulneráveis a adequação do tabagismo, um problema recorrente devido a fatores como status e a diminuição de projetos educativos contra o tabagismo.
Em uma primeira análise, cabe ressaltar que é muito comum serem vistas cenas em filmes, novelas e seriados em que atores e atrizes estão fumando. O cigarro, ainda hoje, é encarado como um símbolo de elegância, status, e maneiras de integrar um determinado grupo. Pode-se citar, por exemplo, uma reportagem feita pela Record em países pobres, como a Mongólia, que mostrou crianças de origem pobre com cigarro na boca, e os pais sem mostrarem qualquer preocupação com relação a isso. O problema se deve ao fato de que em determinados lugares, o tabaco é um ato cultural, e traz bem estar temporário segundo doutores, como Dráuzio Varella, em livro didáticos que possuem por objetivo orientar jovens que facilmente podem ser influenciados.
Outro fator concerne à diminuição de projetos educativos em oposição ao tabagismo. Esse quadro é resultado da banalização da utilização e do vício, visto que, nas décadas passadas, ocorreram divulgações de diversos problemas de saúde derivados do cigarro e a diminuição do número de fumantes, fator relevante e suficiente para induzir a paralisação das políticas de conscientização na mídia. Cabe ressaltar o filósofo alemão Jurgen Habrmas, que diz que a comunicação entre o Estado e a sociedade é de fundamental importância para realização de ações deliberativas em conjunto com a sociedade. Dessa forma, por conta de desmazelo governamental com relação a realização de campanhas, o nível de instrução de crianças e adolescentes acerca dos malefícios dessa prática entrou em queda, contribuindo para a volta do alto e excessivo consumo de tabaco.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe as prefeituras, em parceria com o Ministério da Cultura, garantir outras formas de conter os desejos sociais, tais como o oferecimento de peças teatrais e workshops em espaços públicos de cada uma das cidades, a fim de que cada um possa encontrar outras formas de refúgio de suas mazelas sociais e pessoais. Ademais, o Ministério da saúde deve fomentar o conhecimento social sobre as consequências do vício do tabaco, promovendo palestras e debates com profissionais da saúde e biólogos, para esclarecerem todos os danos causados ao corpo humano, tornando a sociedade cada vez mais longe de um futuro vício.