Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 22/10/2018

Um presente para o futuro

“Fumar é um costume detestável para o olfato, daninho para o cérebro e perigoso para os pulmões” já dizia o Rei Inglês James I no século XVII. Essa preocupação do Britânico, só começou a ser propagada no final do século XX - período em que o tabagismo era associado a poder e prazeres, e isso alimentava propagandas e a indústria cinematográfica. Nesse sentido, a cultura do fumo popularizou e enraizou-se na sociedade apesar de todos os riscos, agora, serem reconhecidos e divulgados.

Em primeiro plano, evidenciam-se problemas relacionados à saúde não só pessoal, mas também do próximo. Apesar da Lei Antifumo (que proíbe fumar em locais fechados, de uso público ou privado) em vigor no país, não fumantes estão constantemente expostos à fumaça do cigarro em lugares abertos e domicílios, por exemplo, tornando-os vulneráveis aos mesmos riscos que pessoas que fumam. Segundo o Serviço Social Industrial farmacêutico, fumantes passivos têm 30% de chances de adquirir um câncer de pulmão, além de doenças respiratórias e crônicas como asma e bronquite.

Ademais, o tabagismo está entre crianças, adolescentes e jovens, e apresenta graves riscos ao cérebro, podendo ser até ser irreversível. Os mais novos são afetados passivamente. Entre os mais velhos, vem crescendo o uso do Narguilé, de acordo com o Ministério da saúde. Também de acordo com o órgão, uma sessão de até 80 minutos desse fumo, corresponde à exposição a uma fumaça de 100 cigarros. Esse aumento ameaça a redução do índice de fumo do país além de arriscar o desenvolvimento mental já que ataca a parte do cérebro responsável pelo conhecimento.

Infere-se, portanto, que os prejuízos causados pela erva vão além do pessoal, atingindo uma pirâmide etária inteira. Para mudar tal realidade, é necessário que a mídia crie campanhas publicitárias que tenham o objetivo de alertar sobre o tabagismo passivo e suas consequências, a fim de estimular o respeito pelos não fumantes. Outrossim, as famílias devem instruir seus filhos sobre o uso de fumos, acompanha-los e intervir, quando necessário, com o intuito de preveni-los de danos futuros e diminuir os indicadores de usuários na fase jovem. Poder-se-á assim, criar um hábito presente saudável para que o futuro não repita o passado, como canta Cazuza.