Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 22/10/2018

A problemática do tabaco advém de muito tempo, mas sua eclosão se deu principalmente no mundo contemporâneo, através da fabricação em massa de cigarros. Aliado a esse crescimento das vendas comerciais, a sociedade elitista e boêmia, no último século, utilizou do tabagismo como representação da burguesia e da arte. Nelson Gonçalves, por exemplo, dedicava-se a exaltar o seu consolo de um amor perdido através das inúmeras tragadas versadas em suas músicas. Contudo, com o aumento das doenças cardiovasculares e crônicas, o fumo se tornou gradativamente um grande vilão para a comunidade médica e, consequentemente, mundial.

Apesar de ter demorado muito tempo para o tabagismo ser considerado uma doença psicológica devido ao vício em nicotina, as medidas preventivas abordadas pelo poder público não são de interesse coletivo no fim das contas, tendo em vista o grande valor econômico presente na área. No Brasil, por exemplo, as medidas anti-tabaco estão resumidamente relacionadas às campanhas conscientizadoras nas embalagens dos produtos. Uma medida desproporcinal aos custos médicos que o brasileiro tem que arcar, já que no país mais da metade dos casos de câncer das vias aéreas superiores e nos pulmões é devido ao uso de cigarro.

Outro problema é expresso mediante a alta taxa de contrabando do produto, onde estima-se que 48% do fumo consumido no Brasil é de fruto ilícito, e que mais da metade de todos os produtos apreendidos pelas forças de segurança está diretamente relacionado ao tabaco. É alarmante, também, que em países como os Estados Unidos cerca de 90% dos estudantes secundaristas usam ou já usaram cigarro eletrônico, nova modalidade do vício nos jovens e adolescentes. Ou seja, é evidente que a problemática está além dos critérios de saúde pública, mas na esfera social da mesma forma. Pois, o fator da desigualdade social revela, por exemplo, que os países desenvolvidos são os que mais importam a mercadoria legalmente.

O cigarro, todavia, deve ser entendido como obstáculo social de onde o emporedamento de uma parcela produtora da mercadoria e sua rentabilidade comercial são os maiores interesses. Logo, as taxas de substâncias psicoativas presentes nos produtos derivados do tabaco devem ser reduzidas paulativamente, segundo normatização sanitária mundial, baseada nos estudos recentes da Organização Mundial da Saúde, mediados pelas nações e seus respectivos órgãos de saúde, no intuito de diminuir a chance do indivíduo de tornar-se dependente ou daqueles que já são. Ao mesmo tempo que, haja um acompanhamento psicológico e psiquiátrico das pessoas usuárias, o consumo mundial seja reduzido sucessivamente e controlado.