Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 21/10/2018
O século XXI carrega consigo uma sociedade com atenções voltadas à estética corpórea - construída e explorada conforme os interesses lucrativos da mídia Ocidental. Entretanto, a descritiva de Bauman ,acerca da superficialidade do comportamento moderno, possui relação direta com a nação, visto que muitos preocupam-se apenas em seguir um padrão idealizado de corpo e ,paradoxalmente, adotam práticas prejudiciais como o tabagismo. Dessa forma, torna-se fulcral explorar de que maneira o capitalismo e a ineficiência do Estado agravam o quadro de adeptos ao fumo corriqueiro.
A priori, é evidente que o capitalismo possui um papel de validação e disseminação da prática do tabagismo. Segundo a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística do ano de 2008, no Brasil, a arrecadação com o comércio do tabaco ultrapassou a marca 6 bilhões de reais, dessa forma, é perceptível a ação maquiavélica que norteia a indústria do tabaco, visto que os fins lucrativos são justificados a partir do vício - por meio da nicotina - ,doenças crônicas e poluição ambiental. Em razão disso, o combate ao tabaco torna-se ineficiente e , ademais, as mortes e o número de fumantes crescem em escala exponencial por meio da prática de máximo lucro visado pelo mercado global.
Outrossim, a ineficiência Estatal perpetua o crescimento de indivíduos fumantes, visto que há ausência de políticas efetivas de controle do tabaco em território nacional. De acordo com Durkheim, o Estado possui o dever de cumprir uma função moral e assegurar a coesão entre a sociedade, entretanto, a validação e a livre circulação de tabaco permitida por esse poder causa a despreocupação nos usuários, dado que o poder central não se encarrega de alertar e fiscalizar a distribuição de um produto viciante e que precariza as condições humanas do corpo social brasileiro. Por conseguinte, o combate a problemática torna-se mordaz, pois a instituição que tem o dever de assegurar o princípio da dignidade humana não cumpre sua função.
Urge, portanto, a necessidade do combate ao vício e livre circulação do tabaco. Diante disso, o Ministério da Saúde, em consonância com o setor midiático, deve articular e reproduzir campanhas - com veiculação na televisão, jornais e rádio - acerca dos riscos e doenças provindas do tabagismo por meio de testemunhos de ex usuários que discorram sobre os impactos do tabaco em suas vidas. Ademais, cabe ao Estado fomentar a fiscalização da entrada e da distribuição de tabaco de forma a limitar a quantidade permitida no perímetro nacional e , assim, atenuar a quantidade de usuários e diminuir o uso excessivo do produto. Dessa forma, o Estado poderá proporcionar uma aproximação da dignidade da pessoa humana para com os brasileiros.