Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 21/10/2018

Poeta. Compositor. Dramaturgo. Assim, era conhecido um dos maiores multiartista do Brasil, Vinícius de Moraes. Boêmio, era fumante inveterado e grande admirador de uísque, dessa forma, suas composições eram feitas com um copo de bebida na mão e um cigarro na outra. Do mesmo modo, que Vinícius foi vítima de tais vícios, muitas pessoas também sofrem com tal dependência, acarretando em diversas vezes em morte prematura e em doenças crônicas, justificadas pelo excesso do uso do cigarro. Desse modo, é essencial discutir quais os geradores e os impactos causados pelo uso desmoderado e prejudicial do tabaco na vida de milhares de brasileiros.

Analisa-se, de início, que os fatores primordiais para a manutenção de tal problemática residem na cultura enraizada da sociedade e na despreocupação familiar e governamental no controle do uso do cigarro. É notório que pela herança cultural brasileira, muitas crianças e adolescentes iniciaram o uso do tabaco de forma descomedida e sem conhecimento dos riscos e problemas que tal uso poderia acarretar. Dentro desse viés, o fumo tornou-se algo normal até meados da década de 80 e 90, porém devido ao avanço da tecnologia e da medicina, os efeitos negativos dessa prática foram explícitos e a população começou a seu processo de conscientização. Prova disso é que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no período entre 1990 e 2015, a porcentagem de fumantes diários no país caiu de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres.

Pontua-se, ainda, que mesmo com a redução no número de pessoas fumantes, a taxa ainda continua alta. Isso acontece devido à pouca visibilidade e notoriedade que o governo dá a este tema, pois as políticas públicas direcionadas a este problema são poucas e não há investimento financeiro e estrutural para esta causa. Desse modo, o sistema de saúde também é atingindo, já que a maioria dos fumantes desenvolvem doenças como câncer, cegueira, diabetes, assim, há uma superlotação e falta de materiais e leitos para esses pacientes.

Compreende-se, portanto, que ações devem ser feitas em prol de uma sociedade livre de hábitos prejudiciais a saúde tanto individual como social. Assim, urge que o Ministério da Saúde proporcione amplo apoio e acolhimento a quem gostaria ou desejaria parar de fumar, disponibilizando pelo Sistema Único de Saúde (SUS), psicólogos e tratamentos específicos para o vício, fazendo uso de depoimentos de pessoas que já passaram por essa situação. Outro fator coadjuvante é que as escolas possibilite eventos e trabalhos realizados com esse tema, a partir de palestras com profissionais da saúde e divulgações sobre os problemas adquiridos pelo fumo, isso irá gerar o exercício da cidadania em crianças e jovens. Dessa forma, a sociedade não perderá valiosas pessoas, como Vinícius de Moraes.