Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 22/10/2018

No limiar de 2015, em Nova York, líderes mundiais reuniram-se na sede na ONU e decidiram um plano de ação para erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir que as pessoas alcancem a paz e a prosperidade até 2030, sobretudo atenuar doenças alicerçadas ao tabagismo. Conquanto, hodiernamente, quando infere-se os problemas que o tabagismo sucede na população depreende-se que o plano estabelecido na conferência é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Haja vista, pelo número de vidas ameaçadas pelo uso infindável do cigarro. Isso se deve, pela irresponsabilidade estatal, uma vez que o Estado brasileiro carece de políticas públicas em prol a saúde humana, em consonância, pelo pouco cuidado com a saúde por parte da população brasileira. O que em tautocronia, evidencia um imbróglio conspícuo no mundo moderno.

Mormente, é indubitável que a questão Constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas da problemática que assola a humanidade. Nesse ínterim, extrai-se o escólio do filósofo ateniense Platão, o qual advoga que a política deve ser utilizada de modo que, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Todavia, é inegável que o Estado brasileiro ainda é tímido perante a cerne da divulgação dos males e as embirrações que o consumo de cigarros podem, consideravelmente, afetar a população, ocasionado doenças cardíacas, pulmonares, cânceres e diabetes. Como elucida a pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) apenas 2 em cada 8 postos de saúde informam sobre os malefícios do tabagismo. Dessa forma, infere-se a fragilidade das autoridades em tal âmbito.

Outrossim, destaca-se o pouco cuidado com a saúde por parte do corpo social como impulsionador do problema. Sendo assim, parafraseando o filósofo Immanuel Kant, o qual aduz que a sociedade moderna deve agir em prol da ética que alicerça o bem comum, para garantir o pleno gozo de uma sociedade estável, nada obstante,contemporaneamente, depreende- se da insipiência humana, ao ignorar, infelizmente, os riscos que sucede a saúde ao consumir o tabagismo. Como relata a pesquisa Veja,4 em cada 10 famílias não sabem as consequências do uso do cigarro.Nessa acepção,é inadmissível que uma sociedade declarada globalizada ainda perpétua atitudes que provocam retrocesso.

Diante desse prisma, são imprescindíveis parâmetros que visam a atenuar os malefícios do tabagismo no Brasil. Destarte, urge por parte do Ministério da Saúde, veicular em postos de saúde, locais públicos e escolas, sobre os males que o uso do cigarro pode ocasionar na sociedade, por meio de outdoors e panfletos, a fim de informar melhor a população, com profissionais que tenham experiência comprovada nesse cenário especifico. Por fim, a associação entre conscientização social e o poder Estatal deverá estabelecer a prática da conferência em Nova York, realizada no limiar de 2015.