Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 22/10/2018

Lançado em 2005, o filme norte-americano “Obrigado por fumar” retrata a vida de Nick Naylor, principal porta-voz das grandes empresas de cigarros, que ganha a vida defendendo os direitos dos fumantes e incentivando pessoas a consumirem o produto. Fora dos cinemas, a temática do tabagismo é uma realidade brasileira, a qual é fruto da negligência da escola e da mídia. Assim, convém analisar as principais causas e consequências desse problema.

Primeiramente, é importante salientar que o impasse acentua-se devido a uma educação falha. Isso ocorre porque as escolas não cumprem a sua função de educar e de formar cidadãos conscientes em relação ao uso do cigarro. Essa realidade fica evidente a partir da análise das grades curriculares dessas instituições que priorizam conteúdos tecnicistas em detrimento de eixos que abordem os riscos do tabagismo à saúde. Além disso, nos raros momentos em que o assunto é colocado em pauta ele é tratado de maneira superficial, sem abrir espaço para debates.Por conseguinte, a partir do momento em que a escola não da a devida importância para o problema, contribui-se para que jovens experimentem precocemente a nicotina, o que aumenta os riscos de dependência.

Outrossim, vale ressaltar que os veículos televisivos são os principais influenciadores do tabagismo. Apesar da sanção da Lei Antifumo em 2011, que proíbe a propaganda de cigarros, é evidente que essa prática ainda continua mesmo que de maneira implícita. Nesse sentido, não são raras cenas em novelas, séries e filmes que mostram atores fumando e geralmente esses personagens são projetados como símbolos de autoconfiança e status. Dessa forma, considerando que o ser humano é influenciado por tudo aquilo que ouve e vê, diversos telespectadores adquirem o tabaco sem sequer conhecerem os perigos que ele trás, o que explica o aumento dos casos de câncer de pulmão e doenças cardíacas associadas ao produto.

Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver o problema. Para isso o Ministério da Educação, com o auxílio de profissionais da tecnologia da informação, devem investir no desenvolvimento de jogos educativos, para que sejam implantados nas escolas como ferramentas de mobilização e prevenção ao tabagismo,  de modo a permitir que os jovens aprendam de uma maneira lúdica e estimulante. Aliado a isso, os colégios devem promover palestras, ministradas por especialistas da saúde, que abordem os efeitos do tabaco ao corpo humano, a fim de permitir que o estudante associe o que ele vê em sala de aulas e aplique todo o conhecimento adquirido no seu cotidiano. Ademais, o Estado, através do corpo legislativo, deve propor incentivos fiscais às redes midiáticas que retirarem de sua programação cenas que incentivem o uso do cigarro.