Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 21/10/2018
Em meados do século XXI, a Inglaterra, de forma ilegal, comercializava ópio para os chineses que, no início, somente a usavam em tratamentos medicinais, mas, com o contato progressivo, o vício tornou-se preocupante para o governo vigente, surgindo assim a Guerra Anglo-Chinesa. Analogamente, o mundo vive uma constante dependência do fumo que, de forma legal, consome a saúde do usuário e daqueles que o cercam. Isso não é diferente no Brasil, em que, de acordo com dados da revista científica inglesa The Lancet, havia 18 milhões de fumantes em 2017. Esse grande número é causado pela insuficiência estatal no que tange às políticas preventivas, bem como pelo desconhecimento de parte da sociedade sobre os reais efeitos do tabagismo. Logo, é necessário analisar tais fatores.
Mormente, é notório salientar que a falta de investimento estatal em medidas profiláticas faz com que o número de fumantes no Brasil ainda seja alto. Sobre isso, é importante destacar que a prevenção é uma das medidas mais efetivas na esfera da saúde, e, como o tabagismo é um problema de saúde pública, medidas que previnam-o são essenciais para diminuir sua ocorrência. Entretanto, o Estado entende tais ações como um custo e não como um investimento. Porém, se essa mentalidade fosse alterada, o Governo pouparia, de acordo com uma pesquisa feita pela Revista Galileu, 21 bilhões de reais gastos todo ano com as consequências do fumo, bem como teria um ganho não monetizável das mortes e sofrimentos decorrentes do tabagismo, que seriam evitados pela correta prevenção.
Outrossim, destaca-se o desconhecimento de alguns indivíduos fumantes em torno dos malefícios do tabagismo como agente responsável pela persistência do vício em questão. Embora a Revolução Técnico-Científica tenha proporcionado a universalização dos meios de comunicação e a democratização do acesso à informação, parcela da sociedade ainda apresenta desconhecimento sobre o quão maléfico é o uso do cigarro. Desse modo, por não possuírem profundo conhecimento crítico sobre as consequências do fumo - tais como cânceres, cardiopatias e poluição atmosférica - os indivíduos tendem a banalizar o vício ao cigarro, e, assim, persiste o uso excessivo do tabaco.
Destarte, visto que a problemática é grave, é necessário aplicar medidas para saná-la. Primeiramente, é necessário que o Ministério de Saúde, com o auxílio do Ministério da Educação, crie ações comunitárias nas escolas que falem sobre as consequências do tabagismo para o aluno e sua família, com o intuito de prevenir que mais fumantes surjam no futuro e os de hoje se livrem do vício. Além disso, é necessário que campanhas publicitárias sejam transmitidas nas mídias, abordando o tema e seus perigos para o corpo humano, fazendo com que todos conheçam os malefícios do cigarro para a saúde e comecem a evitá-lo. Assim, poder-se-á vencer a guerra contra o ópio contemporâneo.