Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 21/10/2018

O tabagismo é um dos principais fatores de risco para o câncer no mundo. Só no Brasil, conforme dados fornecidos pelo IBGE, aproximadamente 10% da população é fumante. Dentre as principais causas que levam o indivíduo a fumar estão: a influência cultural, o histórico familiar e, também, o uso do tabaco de forma recreativa. Todos esses fatores, no entanto, causam morte precoce e sofrimento. Sendo assim, urge que se analisem tais dados e que se pensem em maneiras de atenuar os reflexos negativos do tabagismo na saúde brasileira.

Nos anos 1980, circulava nos canais brasileiros, e da América Latina no geral,  o comercial do cigarro Marlboro. Influenciados pelo marketing americano, milhares de brasileiros aderiram ao hábito de fumar como forma de socializar e se engajar na moda patrocinada pela mídia. Desde então, outros milhares de jovens aderiram ao hábito e por conta do vício causado pela nicotina nunca o conseguiram abandonar. O “marketing”, maior meio influência cultural do século XXI, tem grande poder de influência na vida de jovens e adultos, porém, um dos fatores que mais contribuem para o aumento do tabagismo é o histórico familiar. Esse hábito é, por muitas vezes, perpassado através de gerações parentais que, através de um péssimo exemplo, dificultam o abandono do vício.

Além disso, outros tantos indivíduos começam a fumar apenas como forma recreativa. Frequentemente Hollywood e Netflix apresentam em seus filmes artistas aparentemente saudáveis, os quais fazem uso do cigarro para descontrair e relaxar. Essa influência, no entanto, esconde, através de maquiagem e efeitos especiais, corpos que aos poucos se deterioram pelo efeito do tabagismo. Dados  da OMS apontam que as principais consequências do tabagismo são o câncer - que pode surgir em uma ou mais partes do corpo - doenças cardíacas, doenças respiratórias, acidente vascular cerebral e fortes crises de dependência química. Todas essas doenças geram aos cofres brasileiros um gasto de bilhões de reais com tratamentos paliativos. No entanto, a prevenção seria a melhor forma de evitar que esses gastos fossem tão prejudiciais ao sistema de saúde brasileiro.

Por tudo isso, entende-se que o tabagismo traz somente consequências negativas e dolorosas. Por isso, é preciso que o Poder Público e o Ministério da Saúde, através do direcionamento de verbas para o SUS, criem projetos de conscientização sobre os efeitos nocivos do tabagismo à saúde, os quais podem ser veiculados em hospitais e postos de saúde; com a finalidade de mobilizar a atenção do público para as consequências dramáticas do fumo na vida da pessoa que faz uso dele e de quem a cerca. Dessa forma, haverá prevenção de doenças causadas pelo cigarro e quiçá uma diminuição na porcentagem geral de brasileiros fumantes.