Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 20/10/2018

Hodiernamente, os indivíduos buscam cada vez mais o uso do cigarro e esse hábito gera um grande prejuízo tanto à saúde de quem utiliza quanto ao governo, por ter de arcar com o tratamento do fumante. Esse empecilho é agravado pela cultura do povo, pois o fumo está presente desde os setores mais pobres até os mais favorecidos da sociedade, o que é uma consequência da colonização brasileira feita por europeus. Além disso, o fator econômico é influenciador da temática, já que os grandes empresários fomentam a prática diária de fumar, para que lucrem sobre isso em uma visão puramente mercadológica.

À vista disso, historiadora Ruth Benedict denota: “A cultura é como uma lente pela qual o homem enxerga o mundo”. Nessa frase a autora deixa evidente a estreita relação entre a cultura de um indivíduo e suas ações, sejam elas cotidianas ou não. Isso é provado com influência dos hábitos europeus desde os primórdios da colonização até a realidade presente, visto que costumes como o tabagismo são ainda frequentes na mentalidade moderna. Dessa maneira, a dificuldade do combate ao cigarro é fundamentada na realidade em que os indivíduos foram, culturalmente, expostos, o que é confirmado com o poema “Pronominais” de Oswald de Andrade, em que o autor critica o uso dos pronomes de maneira rebuscada e usa o ato de fumar como um exemplo de uma situação corriqueira.

Consoante a isso, o economista Ludwig Von Mises disserta: “As ações no mercado levam o homem a categorizar os seus ideais somente ao âmbito mercadológico”. Isso é notado com as grandes indústrias do cigarro que se utilizam dos meios de comunicação para incentivar tabagismo, uma vez que acumulam uma quantidade exorbitante de capital com essas ações. Desse modo, se o mercado é movido pelo interesse financeiro e o ambiente é culturalmente propício para manipulação, por meio dos vícios, é evidente que a conjuntura econômica dominará e influenciará a sociedade, sendo assim, movida pelo interesse de poucos e prejudicando o embate à problemática.

Portanto, para sanar os problemas devem ser feitas mudanças. Assim, cabe ao Ministério da Educação conscientizar o povo, por meio de um projeto que tenha como base a realização de palestras em locais públicos com o tema “Tabagismo e seus males”, para que a população tenha agora os conhecimentos sobre o fumo e possam quebrar o paradigma cultural. Ademais, é dever do Ministério da Fazenda taxar as empresas que fabricam o cigarro, por intermédio de um plano que consista na criação de um novo imposto que seria votado na Câmara dos Deputados e aplicado nacionalmente, para que o preço aumente e a venda unitária do produto caia exponencialmente e o poder de influência dessas empresas, consequentemente, diminuam, tendo em vista a sua fragilidade no mercado.